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COELHINHAS ? SÓ VESTIDINHAS !

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Será caso para perguntar, a Internet ‘matou’ a PlayBoy? A revista vai continuar a ser produzida, mas a partir do próximo ano deixarão de ser publicadas imagens de modelos nuas. A partir de Março as fotografias das ‘coelhinhas’ serão classificadas como apropriadas para pessoas com 13 ou mais anos.

“Estás agora a um click de distância de todos os atos sexuais imagináveis e de forma gratuita. E por isso [as modelos nuas] são apenas passado nesta conjuntura”, disse o diretor executivo da Playboy, Scott Flanders, ao The New York Times.

Na prática a revista vai apostar numa reconfiguração dos conteúdos com o objetivo de apelar a um novo público. Continuarão a existir ensaios com modelos femininas em poses sensuais e provocantes, mas a nudez completa deixará de existir. E o próprio Hugh Hefner, conhecido como ‘patrão’ da Playboy, concordou com a mudança.

No ano passado a Playboy também tinha decidido remover as imagens de nudez do seu site oficial, algo que ajudou a quadriplicar o número de visitas mensais, revela a empresa. A mudança de estratégia também fez com que o público alvo se tornasse muito mais jovem: a média de idades dos utilizadores que acediam ao site baixou dos 46 para os 30 anos.

Quer isto dizer que num sentido duplo, a Internet está a obrigar a Playboy a vestir as suas ‘coelhinhas’: se por um lado há uma grande concorrência de sites de erotismo e pornografia, a nova estratégia online da marca tem dado bons resultados.

A Playboy é uma publicação masculina norte-americana que se popularizou em todo o mundo graças aos ensaios ousados com várias modelos. Mas a revista também ganhou posição no mercado graças aos conteúdos de fundo que publicava nas diferentes edições e também devido às entrevistas de alto perfil que foram enchendo as páginas daquela que é uma das revistas mais conhecidas a nível global.

Com uma circulação mundial de 800 mil unidades, a Playboy é apontada pelos próprios gestores da empresa como uma ‘montra’ para a marca em si: enquanto a revista nos EUA dá prejuízos de três milhões de dólares por ano, a maior parte das receitas tem origem no licenciamento do logotipo das ‘coelhinhas’.

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