Os preços dos combustíveis registam, a partir de hoje, o primeiro alívio semanal desde o início do conflito com o Irão, em março. O litro do gasóleo simples deverá descer 5,5 cêntimos, fixando-se nos 2,09 euros, enquanto a gasolina 95 baixa três cêntimos para os 1,91 euros.
Apesar da descida, o setor nota que o ajustamento reflete apenas parcialmente a quebra de 9% no preço do barril de Brent, que recuou para os 100,8 dólares. No atual contexto de guerra, o diesel acumula ainda uma subida de 31% face aos valores anteriores à ofensiva de 28 de fevereiro, com a gasolina a apresentar-se 13% mais cara.
Para mitigar o impacto nas famílias, o Governo prolongou os descontos no ISP, mantendo uma redução real de 10,3 cêntimos no gasóleo e 5,6 cêntimos na gasolina. Paralelamente, Portugal e outros quatro países europeus propuseram à Comissão Europeia a criação de um imposto sobre lucros extraordinários das energéticas.
O FMI alertou, entretanto, que o choque nos preços das matérias-primas veio para ficar, prevendo uma inflação persistente e o aumento das taxas de juro à escala global.
