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ECONOMIA & FINANÇAS

CRISE: NOVO APOIO À RETOMA ‘VEM INTRODUZIR RUÍDO’ NAS EMPRESAS – CIP

O presidente da CIP — Confederação Empresarial considerou hoje que o novo apoio à retoma “vem introduzir ruído” nas empresas, insistindo que o Governo devia ter mantido o ‘lay-off’ simplificado pelo menos até setembro para preservar o emprego.

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O presidente da CIP — Confederação Empresarial considerou hoje que o novo apoio à retoma “vem introduzir ruído” nas empresas, insistindo que o Governo devia ter mantido o ‘lay-off’ simplificado pelo menos até setembro para preservar o emprego.

“A figura do ‘lay-off’ tal como está desenhada deveria ser mantida pelo menos até setembro e depois reavaliada no último trimestre do ano, mas não foi esse o entendimento do Governo”, lamentou em declarações à Lusa o presidente da CIP.

Apesar de “não ser uma solução milagrosa”, o ‘lay-off’ simplificado “foi a forma que se encontrou para acautelar, tanto quanto possível, a manutenção dos postos de trabalho” durante a crise causada pela pandemia de covid-19, acrescentou o presidente da CIP, defendendo que “em equipa que ganha não se mexe”.

Sobre o novo apoio à retoma progressiva da atividade que irá substituir o ‘lay-off’ simplificado a partir de agosto, António Saraiva considera que “todas as medidas de apoio às empresas são bem vindas”, mas realça que as alterações vêm “introduzir ruído numa comunicação que devia ser fluida”.

“Há mais burocracia, novos formulários, nova legislação, novas plataformas de acesso e isso acaba por introduzir ruído, que é o que menos precisamos neste momento”, reforçou o líder da confederação empresarial.

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“As medidas não vêm somar, vêm alterar soluções e isso deixa-me intranquilo”, afirmou o presidente da CIP, sublinhando que “todos os analistas preveem que em setembro, outubro, os níveis de desemprego comecem a ser semelhantes ou superiores à crise anterior”, pelo que acredita que as medidas voltarão a ser reavaliadas nessa altura.

O Governo aprovou na segunda-feira, num Conselho de Ministros extraordinário, o regime que vai suceder ao ‘lay-off’ simplificado a partir de agosto, designado por “apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade económica”.

Com o novo regime as empresas podem, entre agosto e dezembro, reduzir horários de trabalho, mas não suspender contratos, como previa o ‘lay-off’ simplificado, regime que, por sua vez, termina este mês.

As empresas com quebras de faturação iguais ou superiores a 40% têm direito a receber apoios da Segurança Social em relação às horas não trabalhadas.

Os trabalhadores com horário reduzido recebem pelo menos 77% da sua remuneração em agosto e setembro e pelo menos 88% entre outubro e dezembro.

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Para as empresas com quebra de faturação igual ou superior a 75%, além da comparticipação por parte da Segurança Social sobre as horas não trabalhadas, prevê-se um apoio adicional de uma parte das horas trabalhadas (35%).

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RÁDIO REGIONAL RENOVA SELO DE ‘PAGAMENTO PONTUAL’ PARA 2024

A Rádio Regional renovou para o ano de 2024 a sua adesão ao “Compromisso de Pagamento Pontual”. Pelo quarto ano consecutivo que este grupo de comunicação nortenho mantém-se vinculado à iniciativa da agentes económicos que se comprometem à adoção de boas práticas de pagamento e cultura de compromisso e transparência.

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A Rádio Regional renovou para o ano de 2024 a sua adesão ao “Compromisso de Pagamento Pontual”. Pelo quarto ano consecutivo que este grupo de comunicação nortenho mantém-se vinculado à iniciativa da agentes económicos que se comprometem à adoção de boas práticas de pagamento e cultura de compromisso e transparência.

De acordo com dados recentes da informaDB, 84% das empresas portuguesas não cumpre os seus prazos de pagamento. Também de acordo com a vaga de outono/inverno do Estudo de Gestão do Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, apenas 11% das empresas pagam a 30 dias.

Não podemos exigir se não cumprimos, acreditamos que esta é a forma certa de estar nos negócios” disse Vítor Fernandes Administrador da Rádio Regional.

Portugal ocupa uma das piores posições a nível internacional no que toca aos atrasos nos pagamentos das empresas aos fornecedores. Segundo a Informa D&B, que analisa regularmente o comportamento de pagamento das empresas, no final de junho de 2023 apenas 19,5% das empresas cumpre os prazos de pagamento em Portugal

Enquanto gestores temos dar o exemplo, não é aceitável que as empresas portuguesas figurem entre as mais incumpridoras da União Europeia, é a credibilidade do nosso país e da nossa economia que está em causa e eu recuso-me a participar nessa estatística (…) aqui é tolerância zero com incumpridores” esclareceu Vítor Fernandes.

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As empresas aderentes ficam assim ‘obrigadas’ a adotar uma política de prazos efetivos de pagamento aos fornecedores de acordo com a legislação refletindo-se na contabilidade, a cumprir os prazos acordados, ter instruções claras e procedimentos internos necessários para que os pagamentos sejam efetuados até à data de vencimento das faturas. É-lhes ainda exigido dar conhecimento por escrito aos colaboradores envolvidos no processo de faturação e pagamento, aos principais fornecedores da adesão a este compromisso, se solicitarem e quando o fizerem a suspensão ou cancelamento deste compromisso, se de forma temporária ou permanente não o poderem honrar.

O ‘Compromisso Pagamento Pontual’ é uma iniciativa patrocinada pela ACEGE, IAPMEI, CIP, APIFARMA, INFORMA D&B, CGD – Caixa Geral de Depósitos e OCC – Ordem dos Contabilistas Certificados.

Na área dos média, só a Rádio Regional, Fama Rádio (Famalicão), Rádio Renascença, Rádio Universidade (sem fins lucrativos e participada pela UTAD), Cofina (Correio da Manhã e CMTV) e Agência Lusa receberam este título, das quais apenas três rádios locais/regionais.

A Rádio Regional é detentora do maior grupo de rádio privado da região norte e de uma publicação diária eletrónica de âmbito nacional e opera no mercado desde o ano 2000.

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POUPANÇA: 44% DOS PORTUGUESES SÓ CONSEQUEM POUPAR “ATÉ” 100 EUROS POR MÊS

Dois em cada três portugueses indicam conseguir poupar ao final do mês, com 44% dos inquiridos que o fazem a sinalizarem que poupam até 100 euros, segundo um estudo da corretora XTB hoje divulgado.

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Dois em cada três portugueses indicam conseguir poupar ao final do mês, com 44% dos inquiridos que o fazem a sinalizarem que poupam até 100 euros, segundo um estudo da corretora XTB hoje divulgado.

De acordo com o estudo sobre os hábitos de poupança e investimento em Portugal, realizado pela Netsonda para a XTB, 65% dos inquiridos afirma poupar ao fim do mês, sendo sobretudo homens, numa faixa etária entre os 18 e os 29 anos de idade, com formação académica (mestrado ou mais) e com um nível médio a alto de literacia financeira.

Dos dois em cada três portugueses que poupam, 90% conseguem amealhar até 500 euros por mês: 44% indica que poupa até 100 euros por mês, contra 24% que poupa entre 100 e 200 euros e 22% entre 200 a 500 euros. Já apenas 2% poupa mais de 1.000 euros.

Para a maioria dos inquiridos “fazer uma viagem é um dos principais objetivos de curto prazo, seguido da compra de um automóvel”, enquanto a longo prazo, “a criação de um pé-de-meia e a preparação para a reforma são os dois principais motivos para poupar”.

Entre os 35% que indicou não ter capacidade de poupança, um elevado custo de vida e salários baixos foram as principais causas apontadas.

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O estudo indica ainda que 56% dos inquiridos revela que já investiu, sendo que dois em cada cinco refere que “faz investimentos de forma recorrente”.

Relativamente aos investimentos, 53% dos investidores que investem recorrentemente indica estar otimista, enquanto 13% afirma estar pessimista, tendo a maioria dos inquiridos indicado serem conservadores ou muito conservadores nos investimentos.

O estudo aponta ainda que cerca de três em cada cinco inquiridos indicou que, o valor médio que canaliza para investimentos “está entre os mil e os cinco mil euros por ano”.

A recolha de informação decorreu entre os dias 12 e 18 de janeiro, sendo baseado em 1.000 entrevistas online e tem uma margem de erro de 3,10%.

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