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ECONOMIA & FINANÇAS

CRISE: SÓ 12% DAS RÁDIOS LOCAIS RECEBERAM DA COMPRA DE PUBLICIDADE INSTITUCIONAL

Apenas 32 de 258 rádios locais receberam até agora verbas da compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, divulgou esta quinta-feira a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), considerando “difícil” afirmar que o processo esteja “na fase final”.

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Apenas 32 de 258 rádios locais receberam até agora verbas da compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, divulgou esta quinta-feira a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), considerando “difícil” afirmar que o processo esteja “na fase final”.

Na segunda-feira, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, afirmou que o processo de compra antecipada de publicidade institucional pelo Estado, no montante global de 15 milhões, estava “neste momento na sua fase final”.

Em comunicado, a APR refere que os dados que dispõe “contrariam esta situação, pois apesar da maioria das verbas já se encontrar paga (10,6 milhões de euros), a grande maioria das rádios locais estão fora desta lista”, depois da entidade ter recolhido informação junto das mesmas.

“É difícil afirmar que estamos na fase final do processo, visto que apenas 43 das 258 rádios já faturam o serviço e, dessas, apenas 32 receberam o respetivo pagamento”, prossegue a APR. No entanto, “apenas 29 rádios têm os processos de pagamento totalmente concluídos”, sublinha a associação.

“Atendendo a que nos encontramos a meio do mês de novembro, é difícil acreditar que o processo de aquisição antecipada de publicidade do Estado estará totalmente concluído até ao final do ano, contudo continuamos a ter esperança que esta situação se concretize neste prazo”, acrescenta a APR, referindo que após ter recolhido estes dados remeteu a informação para o gabinete do secretário de Estado “para que possa ter um conhecimento real do ponto em que se encontra todo o processo”.

Durante a audição sobre o Orçamento do Estado para 2021, no âmbito da apreciação na especialidade, Nuno Artur Silva disse que o processo de compra antecipada de publicidade institucional é um “processo complexo” do ponto de vista “burocrático”.

O processo, referiu na altura o governante, “está neste momento na sua fase final, foram 874 procedimentos administrativos de aquisição pública”, acrescentando estar “na fase final dos contratos com jornais e rádios locais”. A compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado foi anunciada em 17 de abril.

É preciso também dizer que algum do atraso nesta segunda fase se deve muito, também, à falta de resposta de algumas dessas entidades em relação às requisições que eram necessárias do ponto de vista administrativo”, justificou Nuno Artur Silva.

Para ajudar os media no âmbito do impacto no setor da pandemia de Covid-19, o Governo aprovou a compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, no montante de 15 milhões de euros, dos quais 75% (11,2 milhões de euros) visavam a comunicação social de âmbito nacional.

Os restantes 25% de apoios destinavam-se aos meios de comunicação regional e local, dos quais 2,019 milhões em aquisições a realizar a detentores de publicações periódicas de âmbito regional e 1,731 milhões em aquisições a realizar a detentores de serviços de programas radiofónicos de âmbito regional e/ou local.

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MARCELO PROMULGA DIPLOMA DE RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO DOCENTE

O Presidente da República promulgou hoje o diploma que estabelece o regime de recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, anunciou a Presidência da República.

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O Presidente da República promulgou hoje o diploma que estabelece o regime de recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, anunciou a Presidência da República.

“O Presidente da República promulgou o diploma que estabelece um regime especial de recuperação do tempo de serviço dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário”, anuncia o ‘site’ da Presidência da República Portuguesa.

A recuperação do tempo de serviço congelado aos professores durante a ‘Troika’ foi um dos principais motivos dos protestos e greves que decorreram no final do anterior Governo, tendo a atual equipa governativa chegado a acordo com a maioria dos sindicatos do setor para uma recuperação faseada do tempo ainda devido.

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CERTIFICADOS DE AFORRO PERDEM 110,9 MILHÕES DE EUROS DESDE OUTUBRO

O valor total aplicado em certificados de aforro (CA) manteve em junho a tendência de queda, tendo perdido 110,9 milhões de euros desde outubro, segundo mostram os dados do Banco de Portugal (BdP).

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O valor total aplicado em certificados de aforro (CA) manteve em junho a tendência de queda, tendo perdido 110,9 milhões de euros desde outubro, segundo mostram os dados do Banco de Portugal (BdP).

De acordo com os dados divulgados hoje pelo supervisor da banca, no final de junho estavam aplicados em certificados de aforro 33.960,6 milhões de euros. O valor traduz uma queda de cerca de três milhões de euros face a maio e confirma a trajetória de queda que começou a observar-se a partir de outubro do ano passado, mês em que os CA atingiram um ‘pico’ de 34.071,5 milhões de euros.

Neste espaço de oito meses, a diferença entre novas aplicações (emissões) em CA e a retirada de dinheiro aplicado nestes títulos de dívida pública (reembolsos), traduziu-se num saldo negativo de quase 111 milhões de euros.

Depois de vários meses a registarem uma forte procura, que começou a mostrar-se de forma mais evidente a partir de meados de 2022 devido à subida das euribor, os certificados de aforro começaram a perder o interesse dos aforradores, após o Governo anterior ter decidido encerrar a série em negociação (a ‘série E’) e ter lançado uma nova (a ‘série F’), remunerada com uma taxa de juro mais baixa.

Segundo os dados, entretanto, também divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), durante o mês de junho foram aplicados 230 milhões de euros em CA e retirados 233 milhões de euros, resultando na diminuição de três milhões de euros no saldo global.

Já no que diz respeito aos certificados do tesouro (CT) – outro dos títulos de dívida pública que os aforradores particulares podem subscrever aos balcões dos CTT – o saldo global registado em junho era de 10.324,88 milhões de euros, menos 66,38 milhões de euros do que no mês anterior, segundo a informação divulgada pelo BdP.

Os dados do IGCP, por seu lado, mostram que durante o mês de junho os aforradores retiraram 70 milhões de euros dos CT, enquanto as novas entradas de dinheiro rondaram os quatro milhões de euros.

Os CT atingiram 17.865,38 milhões de euros em outubro de 2021, o valor mais elevado desde que este produto foi lançado. De então para cá, a tendência tem sido de queda.

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