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ECONOMIA & FINANÇAS

DESPESA DAS FAMÍLIAS COM SAÚDE AUMENTOU 6,4% EM 2022

Os gastos das famílias com saúde aumentaram 6,4% em 2022, refletindo o crescimento da despesa em hospitais, consultórios e clínicas privadas e nas farmácias, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

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Os gastos das famílias com saúde aumentaram 6,4% em 2022, refletindo o crescimento da despesa em hospitais, consultórios e clínicas privadas e nas farmácias, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

Segundo a “Conta Satélite da Saúde 2021-2023”, a despesa das famílias em hospitais privados aumentou 13,9%, em prestadores privados de cuidados de saúde 12,3% em ambulatório também 12,3% e 7% em farmácias.

Em sentido contrário, o INE registou em 2022 “uma grande redução” da despesa das famílias em hospitais públicos (-24,1%) e em prestadores públicos de cuidados de saúde em ambulatório (-71,2%) devido ao alargamento das isenções de pagamento de taxas moderadoras a quase todos os serviços, com exceção das urgências hospitalares sem referenciação prévia pelo SNS ou quando não ocorre a admissão a internamento através da urgência.

As famílias também reduziram a sua despesa em entidades do resto da economia (-11,6%), nomeadamente, com a prestação de cuidados de saúde continuados e com a aquisição de equipamentos de proteção individual e desinfetantes.

De acordo com os dados do INE, a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos Serviços Regionais de Saúde (SRS) das Regiões Autónomas cresceu 6,2% em 2022, após ter registado o aumento máximo de 11,4% em 2021.

“O crescimento do financiamento dos hospitais públicos (8,1%) suportou os acréscimos dos custos com o pessoal, do consumo intermédio, refletindo nomeadamente a integração do Hospital de Loures, E.P.E”, refere indicando que este foi o maior aumento registado na série de dados disponível, iniciada em 2000.

Por sua vez, o financiamento do SNS e SRS aos hospitais privados diminuiu 23% devido, sobretudo, à redução dos encargos com os hospitais com contrato de parceria público-privada (PPP), refere o INE, lembrando que o único hospital que se manteve como PPP foi o Hospital de Cascais.

A despesa em farmácias voltou a subir em 2022 (8,0%) devido ao crescimento das aquisições de medicamentos comparticipados pelo SNS e pelos SRS e de medicamentos não sujeitos a receita médica.

Em 2022, a despesa das outras unidades da administração pública diminuiu 12,6% em 2022, devido, principalmente, à redução da despesa associada à pandemia covid-19 efetuada por outras entidades públicas e das deduções à coleta de IRS por cuidados de saúde e lares.

O SNS e SRS (+0,3 p.p.), as famílias (+0,2 p.p.) e as sociedades de seguros (+0,2 p.p.) reforçaram o seu peso na estrutura de financiamento do sistema de saúde.

Para 2023, o INE estima o crescimento da despesa corrente dos principais agentes financiadores, principalmente das sociedades de seguros (16,9%), dos subsistemas de saúde públicos voluntários (11,1%), das famílias (5,1%) e do SNS e SRS (3,1%).

“Em termos estruturais, prevê-se a diminuição da importância relativa da despesa do SNS e SRS (-0,9 p.p.) e, inversamente, o reforço do peso das sociedades de seguros (+0,4 p.p.)”, salienta.

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INFLAÇÃO EM JUNHO ABRANDA PARA 2,5% NA ZONA EURO E 2,6% NA UE

A taxa anual da inflação abrandou para os 2,5% em junho na zona euro, divulgou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa já avançada e indicando ainda um recuo do indicador para os 2,6% na União Europeia (UE).

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A taxa anual da inflação abrandou para os 2,5% em junho na zona euro, divulgou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa já avançada e indicando ainda um recuo do indicador para os 2,6% na União Europeia (UE).

Nos países da área do euro, a taxa de inflação anual de junho compara-se com a de 5,5% homóloga e a de 2,6% de maio.

No conjunto dos 27 Estados-membros, o indicador recuou para os 2,6% face a junho de 2023 (6,4%) e também à inflação anual registada em maio (2,7%).

A taxa de inflação subjacente (que exclui bens mais voláteis como energia e alimentos não processados), por seu lado, abrandou para os 2,8% em junho, face aos 6,8% homólogos e aos 2,9% de maio.

As menores taxas de inflação, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC, que permite comparar entre os países), observaram-se, em junho, na Finlândia (0,5%), Itália (0,9%) e Lituânia (1,0%) e as maiores foram registadas na Bélgica (5,4%), Roménia (5,3%), Espanha e Hungria (3,6% em ambas).

Em Portugal, o indicador, medido pelo IHPC, abrandou para os 3,1%, face aos 4,7% de junho de 2023 e aos 3,8% registados em maio.

Comparando com maio, a inflação anual recuou em 17 Estados-membros, manteve-se num e subiu nos outros nove.

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GLOBAL MEDIA: TRABALHADORES DENUNCIAM FALTA DE PAGAMENTO

Um grupo de 40 trabalhadores a recibos verdes em títulos da Global Media anunciou hoje a suspensão da colaboração por tempo indeterminado por falta de pagamento, confirmou a Lusa junto do Sindicato dos Jornalistas (SJ).

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Um grupo de 40 trabalhadores a recibos verdes em títulos da Global Media anunciou hoje a suspensão da colaboração por tempo indeterminado por falta de pagamento, confirmou a Lusa junto do Sindicato dos Jornalistas (SJ).

De acordo com fonte do sindicato, estes colaboradores não recebem salários há dois meses.

Segundo um email enviado por estes colaboradores, a que a Lusa teve acesso, trata-se de “um grupo de cerca de 40 jornalistas, fotojornalistas e gráficos a recibos verdes que interrompeu hoje a colaboração com o Jornal de Notícias, Notícias Magazine, O Jogo, Volta ao Mundo, TSF e Diário de Notícias, por tempo indeterminado”.

Esta interrupção deve-se ao facto de ainda não terem recebido os pagamentos relativos a abril e maio, sem que a “administração da Global Media Group [GMG] tenha avançado com qualquer justificação para tal, ao longo destes meses, apesar das constantes tentativas de contacto e pedidos de esclarecimento”.

Os colaboradores também trabalharam em junho, mas este mês costuma ser liquidado em agosto, já que recebem dois meses depois.

“A decisão de parar de trabalhar foi comunicada à administração na última quinta-feira, dia 11 de julho, caso os valores em causa não fossem liquidados até ontem, dia 15, o que não sucedeu”, referem os trabalhadores na missiva enviada.

“Esta situação afeta cerca de 130 jornalistas, fotojornalistas e gráficos a recibos verdes, que se sentem desrespeitados por não estarem a receber pelo trabalho realizado e indignados com o silêncio da administração”, prosseguem, referindo que, “nos últimos meses, têm sido avançadas diversas datas para finalizar o negócio da venda do Jornal de Notícias, JN História, O Jogo, Volta ao Mundo, Notícias Magazine, Evasões, TSF, N-TV e Delas, sem que tal se tenha verificado”.

Apontam que “foi preciso chegar a este ponto para a administração da Global Media reagir e responder aos pedidos de explicação individuais, pouco depois de terem recebido” o ‘email’ a comunicar a suspensão.

Mas, “apesar disso, nessas respostas individuais, faz depender o pagamento das dívidas para connosco da finalização do negócio com o novo grupo, Notícias Ilimitadas, quando sabemos que este já transferiu cerca de quatro milhões de euros, também com o objetivo de nos pagar, compromisso que os administradores da Global Media não têm cumprido”, salientam.

“Estamos conscientes que a nossa paragem vai afetar o trabalho dos colegas da redação, dos editores e da direção, o que lamentamos, mas sentimos que não tínhamos alternativa, a não ser parar e alertar para a existência deste problema, que nos está a afetar financeira e psicologicamente”, sublinham.

A esperança, referem, “é que os pagamentos em atraso sejam liquidados rapidamente” e que “o negócio com o grupo Notícias Ilimitadas seja concluído”.

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