A região do Douro conta com um novo Centro de Enologia e Viticultura, o CEV Douro, um projeto inovador que funciona como uma “adega partilhada” para apoiar os pequenos e médios viticultores que não possuem instalações próprias para produzir o seu vinho. A nova estrutura, que prevê produzir 100 mil litros já na vindima deste ano, visa oferecer soluções e tecnologia de ponta aos produtores da região.
Segundo Francisco Magalhães, engenheiro químico responsável pela operação, o centro “tem como princípio adaptar-se ao desejo de um produtor ou de um enólogo que procure melhores condições”. Para a vindima de 2025, o CEV Douro já disponibiliza um serviço completo, desde a receção e esmagamento das uvas até à fermentação, estabilização e armazenamento do vinho, incluindo análises laboratoriais.
O novo centro tem uma capacidade total de produção de 800 mil litros de vinho de mesa do Douro, não estando, para já, apto para a produção de Vinho do Porto. Para além dos serviços de adega, o projeto planeia expandir a sua oferta em 2026, passando a incluir apoio técnico ao nível da viticultura, ou seja, na própria vinha.
A flexibilidade é uma das chaves do projeto. Os viticultores que utilizarem as instalações do CEV Douro terão a opção de trazer o seu próprio enólogo para supervisionar a produção ou, se preferirem, recorrer ao apoio do enólogo residente, Afonso Pinto, que integra a equipa.
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