O Governo aprovou um total de 3,6 milhões de euros em apoios diretos a 2.024 viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD), no âmbito da medida de emergência “uvas para vinho a destilar”. O valor, no entanto, fica muito aquém da dotação de 15 milhões de euros anunciada em agosto, o que já motivou fortes críticas por parte da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
A medida, criada para apoiar os pequenos produtores face às dificuldades de escoamento e aos baixos preços da uva, permitiu a candidatura de 2.607 viticultores. Destes, foram aprovados 2.046 processos, correspondendo a um apoio máximo de 3,6 milhões de euros.
A CNA reagiu de imediato, lamentando que apenas “24% do total dos 15 milhões disponibilizados pelo Governo” tenham sido efetivamente aplicados. A confederação atribui a fraca adesão não só à quebra de produção, mas também à “implementação tardia desta medida, já com a vindima em andamento, os prazos curtos para candidaturas e obstáculos burocráticos”. A CNA exige agora que o Governo utilize a verba remanescente para criar novos apoios para os viticultores durienses.
O Ministério da Agricultura, por sua vez, enquadra esta medida num plano de ação mais vasto que inclui soluções estruturais para “transformar o modelo produtivo do Douro”, como a redução voluntária da área de vinha e o incentivo à reconversão para outras culturas, de forma a equilibrar a oferta e a procura na região.
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