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A “DOUTORA RARÍSSIMA” FOI SUSPENSA POR “ILÍCITO LABORAL”

A direcção da Raríssimas determinou hoje a “suspensão preventiva por 30 dias”, com efeitos imediatos, de Paula Brito da Costa, do cargo de directora-geral da associação, por indícios de “ilícito laboral”.

A decisão foi avançada pela vogal da direção, Marta Balula, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas, efetuada à porta da Casa dos Marcos, onde Paula Brito da Costa – ex-presidente da Raríssimas, tendo apresentado em 14 de dezembro a demissão desse cargo que acumulava – esteve hoje até pouco depois das 17:00.

A declaração lida por Marta Balula refere que “considerando que a presença da ex-presidente no local de trabalho pode ser susceptível de perturbar as averiguações do procedimento de inquérito, foi decidido, nos termos do número 2 do artigo 354 do Código de Trabalho, proceder à suspensão preventiva por 30 dias, com efeitos imediatos” de Paula Brito da Costa.

“Tendo em consideração os indícios que recentemente se tornaram públicos e que poderão constituir, entre outros, um ilícito laboral, a direção da Raríssimas deliberou instaurar um procedimento prévio de inquérito para investigar a alegada violação dos deveres de sigilo, de obediência e de lealdade para com o empregador por parte de Paula Cristina de Brito Cardoso da Costa”, diz ainda o texto.

Paula Brito da Costa saiu hoje da Casa dos Marcos pelas 17:15, onde pela manhã se apresentou para trabalhar, motivando protestos dos funcionários.

A até agora diretora-geral da Raríssimas saiu a conduzir uma viatura e tinha ao lado o marido, que escondeu completamente a cara com o capuz de um casaco.

Os trabalhadores que hoje se concentraram à porta da Casa dos Marcos em protesto pela presença da ex-presidente, e agora diretora-geral suspensa de funções, estiveram reunidos com uma comissão nomeada pela restante direção da Raríssimas.

Em causa estão as condições financeiras a instituição depois da demissão de Paula Brito da Costa do cargo de presidente cujas contas bancárias ainda estão inacessíveis, facto que, segundo dizem, prejudica a gestão financeira.

Uma investigação da TVI mostrou documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente de Paula Brito da Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro para diversos gastos pessoais.

O caso já provocou a demissão do secretário de Estado da saúde Manuel Delgado, que em 2013 e 2014 foi consultor da Raríssimas, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.

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