O concurso de colocação de professores para o próximo ano letivo abriu esta quarta-feira com 8.465 vagas, uma redução de 24% face às 11 mil abertas no ano anterior.
O processo, que decorre até 13 de abril, disponibiliza 4.626 lugares em Quadros de Escola e 3.839 em Quadros de Zona Pedagógica. Uma fatia importante destas vagas deverá ser preenchida através da “norma-travão” e da vinculação dinâmica para docentes com pelo menos três anos de serviço.
Uma das novidades desta edição é a candidatura condicional de alunos de mestrado em ensino, medida que suscita reservas por parte dos sindicatos quanto ao seu enquadramento legal.
A distribuição das vagas revela assimetrias regionais, com o Porto e Lisboa a concentrarem o maior número de posições (687 e 316, respetivamente), embora sejam também as zonas com maior carência de docentes. Grupos como o 1.º Ciclo, Português e Educação Especial dominam a oferta.
A Fenprof já alertou para a insuficiência deste concurso, sublinhando que o número de vagas não responde às necessidades do sistema e apontando a existência de mais de 2.500 “vagas negativas” que podem levar à extinção de lugares nos quadros.

