A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) prepara uma alteração profunda nos períodos horários da eletricidade, prevista para entrar em vigor em janeiro ou junho de 2027. O objetivo é simplificar o sistema e retirar pressão da rede, mas a mudança trará novos desafios para as famílias. A principal novidade no ciclo diário é a concentração das “horas de ponta” — as mais caras — num único bloco contínuo entre as 18h00 e as 21h30.
Esta alteração elimina a atual divisão entre manhã e tarde e acaba com a distinção entre hora de verão e de inverno no ciclo diário. No entanto, a DECO alerta que este novo horário nobre coincide com o período de maior atividade doméstica (jantar e banhos) e penaliza quem tem painéis solares sem baterias, visto que a energia mais cara será cobrada quando já não há sol.
Segundo a ERSE, quem não ajustar consumos (Cliente Passivo) na tarifa bi-horária poderá ver a fatura subir ligeiramente, enquanto quem deslocar consumos para o vazio (Cliente Ativo) terá poupanças a rondar os 2%.

