O Governo e a Presidência vão bater um recorde “pessoal” nas despesas com viagens, no próximo ano. Em 2018, as deslocações do pessoal dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos dos ministérios e dos Encargos Gerais do Estado, nos quais estão incluídos a Presidência da República e o Parlamento, vão custar mais de 89,2 milhões de euros.
Com especial destaque para os ministérios da Justiça e do Planeamento, o Executivo planeia gastar mais com viagens e deslocações no próximo ano do que em qualquer Orçamento desde o de 2009.
Este é a mais elevada despesa com viagens estatais desde 2010 e representa um aumento de 16%, comparativamente ao que foi despendido em 2017, sendo que a taxa de inflação prevista para o próximo ano é de 1,2%. 0
Ao todo, em 2017, serão gastos, até ao final do ano, 76,9 milhões de euros em deslocações, um valor que fica 12,3 milhões de euros abaixo do que se deverá despender no próximo ano. Os maiores aumentos registam-se no ministério da Justiça e no ministério do Planeamento e das Infraestruturas, onde a despesa será mais do que o dobro da do ano passado.
Os maiores aumentos da despesa irão ocorrer nos serviços integrados e nos serviços e fundos autónomos dos ministérios da Justiça (65,4%) e do Planeamento e das Infraestruturas (59,7%). Os serviços integrados incluem os gabinetes dos ministros e secretários de Estado. Já os serviços e fundos autónomos abarcam todos os organismos dependentes dos ministérios.
Segundo apurou ainda o CM, em comparação com as despesas de 2017, só os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Economia devem reduzir, comparativamente, os custos.
O Correio da Manhã destaca que o aumento dos encargos com deslocações começou logo em 2015 com a saída da troika. Passos Coelho, no seu último Orçamento do Estado, viu estas despesas alcançarem os 70 milhões de euros.
Em 2017, o Governo previa gastar 76,9 milhões de euros neste tipo de custos — deslocações e estadias dos membros do pessoal dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos dos ministérios. Em 2018, esses gastos aumentam 12,3 milhões de euros, para atingir os 89,2 milhões.

