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ESTUDO ALERTA PARA RISCO DE EXTINÇÃO DE MAMÍFEROS POR ATROPELAMENTO

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Várias populações locais de mamíferos como o lince ibérico, o tigre ou o jaguar correm o risco de extinção devido à elevada exposição a atropelamentos, segundo as conclusões de uma investigação liderada por uma cientista da Universidade de Lisboa.

“Mais de 120 espécies de mamíferos terrestres são particularmente vulneráveis à mortalidade por atropelamento e várias populações podem extinguir-se em 50 anos se persistirem os níveis de atropelamentos observados”, refere uma nota publicada na página oficial da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (ULisboa) sobre a investigação.

Clara Grilo, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, lidera uma equipa de investigadores de diferentes continentes “que participaram na avaliação global do impacto dos atropelamentos nos mamíferos terrestres” e cujas conclusões constam de um artigo publicado na revista científica Global Ecology and Biogeography, no qual se aponta a vulnerabilidade de 124 espécies à “mortalidade adicional por atropelamento”.

O lince ibérico, o urso pardo, o urso negro, o tigre, o jaguar ou o macaco cauda-de-leão são algumas das espécies com registos regulares de atropelamentos, segundo a investigação.

“Analisámos a nível mundial o impacto dos atropelamentos de 71 populações de espécies de mamíferos ameaçados com registos de atropelamentos e ainda de espécies não ameaçadas com as taxas mais elevadas de atropelamento, e verificámos que populações do lobo-guará e gato-do-mato-pequeno no Brasil, a hiena-castanha na África do Sul e o leopardo no Norte da Índia podem extinguir-se localmente caso se mantenham os níveis de atropelamentos observados” disse Clara Grilo, em declarações citadas pela nota de imprensa sobre a investigação.

O trabalho dos investigadores permitiu, segundo Clara Grilo, desenvolver uma ferramenta que permite avaliar o risco de extinção associado ao atropelamento e apresenta uma lista de risco de extinção hierarquizada para as espécies vulneráveis, o que pode permitir a organismos públicos ou não governamentais que atuem nas áreas ambientais e de infraestruturas rodoviárias desenvolver programas de monitorização e prevenção.

De acordo com Clara Grilo, os planos de expansão viária a nível global, com mais de 25 milhões de quilómetros planeados em novas estradas, vão “colidir com os objetivos globais de sustentabilidade ambiental uma vez que estas novas estruturas rodoviárias vão cruzar áreas ambientalmente sensíveis onde ocorrem várias espécies ameaçadas”.

O projeto procura agora financiamento para desenvolver uma aplicação informática para melhorar a previsão de risco de vulnerabilidade das espécies.

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