Cerca de 569 mil mulheres trabalhadoras em Portugal possuíam vínculos laborais precários em 2024, o que representa 25,6% do total da força de trabalho feminina. Os dados constam de um estudo elaborado pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, divulgado para assinalar a Semana da Igualdade. Segundo o documento, a situação é particularmente acentuada entre as jovens, onde a taxa de precariedade ultrapassa os 50%. A central sindical destaca que Portugal é o segundo país da União Europeia que mais recorre a este tipo de vínculos, sendo que sete em cada dez novos empregos são celebrados através de contratos não permanentes.
Do universo de mulheres em situação precária, a maioria (449 mil) detém contratos a termo no setor privado ou empresarial do Estado, enquanto 50 mil exercem funções na Administração Pública e as restantes 69 mil encontram-se em regimes de prestação de serviços ou modalidades similares.
O estudo cruza dados oficiais do Ministério do Trabalho, da Administração Pública e do INE, revelando ainda que 55% das novas inscrições nos centros de emprego em dezembro passado resultaram do fim de contratos a prazo. Este balanço surge após um primeiro estudo da CGTP ter indicado que quase 60% das mulheres auferiam, em novembro de 2025, uma remuneração base bruta até 1.000 euros.

