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EUA AVISAM RÚSSIA: ‘SE ATACAREM UM SATÉLITE AMERICANO’ HAVERÁ RESPOSTA

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, alertou hoje a Rússia que Washington vai responder a possíveis ataques aos satélites norte-americanos após ameaças de um diplomata russo.

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O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, alertou hoje a Rússia que Washington vai responder a possíveis ataques aos satélites norte-americanos após ameaças de um diplomata russo.

“Direi simplesmente que qualquer ataque à infraestrutura dos Estados Unidos terá uma resposta e será adequada à ameaça que representa à nossa infraestrutura”, explicou Kirby em conferência de imprensa.

Os comentários do porta-voz da Casa Branca surgem depois de o vice-diretor do departamento de não-proliferação e controlo de armas do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Konstantin Vorontsov, ter assegurado, no âmbito de uma comissão da Assembleia Geral da ONU, que os satélites norte-americanos “poderiam ser alvos legítimos para atacar”, se fizerem parte do conflito na Ucrânia.

“Estamos a falar sobre o [possível] uso dos Estados Unidos e dos seus aliados de componentes de infraestrutura civil no espaço, incluindo comerciais, em conflitos armados”, explicou o diplomata russo que lida com questões de controlo de armas, segundo a agência de notícias TASS.

O diretor-executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, implantou satélites Starlink na Ucrânia dias depois de o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, ter anunciado uma “operação militar especial” no país, termo usado para se referir à guerra em território ucraniano.

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Musk disse em 15 de outubro que os terminais Starlink da SpaceX forneceram uma “vantagem no campo de batalha” para Kiev, custando menos do que um novo satélite GPS, segundo o portal de informação norte-americano Axios.

Desde o início do conflito russo-ucraniano, os satélites ocidentais já documentaram desenvolvimentos militares nas linhas da frente, bem como danos a bases aéreas russas e até valas comuns em territórios ocupados pelas forças do Kremlin.

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INTERNACIONAL

COMISSÃO EUROPEIA INVESTIGA POSSÍVEL CONCERTAÇÃO DE PREÇOS DE PNEUS

A Comissão Europeia anunciou ter realizado inspeções, sem aviso prévio, a vários fabricantes de pneus, como Michelin, Bridgestone, Continental, Nokian e Goodyear, mostrando-se preocupada com uma possível concertação dos preços.

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A Comissão Europeia anunciou ter realizado inspeções, sem aviso prévio, a vários fabricantes de pneus, como Michelin, Bridgestone, Continental, Nokian e Goodyear, mostrando-se preocupada com uma possível concertação dos preços.

A Comissão, responsável pelo controlo da concorrência na UE, disse recear “ter ocorrido uma concertação dos preços” entre várias empresas do setor, de acordo com um comunicado publicado na terça-feira, em Bruxelas.

Sem divulgar o nome das empresas envolvidas, a Comissão especificou que os produtos em causa eram pneus novos de substituição para automóveis de passageiros, carrinhas, camiões e autocarros vendidos na Europa.

O grupo francês Michelin, número um mundial, confirmou ser uma das empresas implicadas, mas “negou categoricamente” quaisquer “práticas anticoncorrenciais como as referidas pela Comissão Europeia” e por maioria de razão “quaisquer práticas de concertação de preços”.

O fabricante japonês Bridgestone, o alemão Continental, o finlandês Nokian e o norte-americano Goodyear também confirmaram terem sido alvo de inspeções, sublinhando estarem “a cooperar plenamente” com as autoridades anticartel.

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Contactadas pela agência de notícias France-Presse, as empresas Pirelli, Hankook, Yokohama e Nexen não reagiram de imediato.

“Inspeções sem aviso prévio constituem uma etapa preliminar nos inquéritos sobre possíveis práticas anticoncorrenciais. Por a Comissão ter realizado estas inspeções não significa que as empresas sejam culpadas e não prejudica o resultado da investigação em si”, sublinhou o executivo europeu.

Neste tipo de infração à concorrência, uma empresa considerada culpada pode ser multada até 10% do volume de negócios anual a nível mundial.

Não existe um prazo legal para a conclusão destes inquéritos.

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EMPRESAS: LUCROS DA GOOGLE DISPARAM 52% APÓS FATURAR 86 MIL MILHÕES

A faturação da Alphabet no último trimestre de 2023 subiu 13%, em termos homólogos, e superou 86,31 mil milhões de dólares, nível de crescimento que a empresa que controla Google e YouTube desconhecia desde 2022.

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A faturação da Alphabet no último trimestre de 2023 subiu 13%, em termos homólogos, e superou 86,31 mil milhões de dólares, nível de crescimento que a empresa que controla Google e YouTube desconhecia desde 2022.

O número um da publicidade em linha, que investe massivamente na inteligência artificial (IA), obteve um lucro de 20,69 mil milhões, acima do esperado pelos analistas, correspondente a um crescimento homólogo de 52%.

O desempenho trimestral da Alphabet foi obtido quando esta se confronta com problemas com a regulação e ameaças de concorrência ao seu império digital.

Este foi o terceiro trimestre de aumento em crescendo da faturação da empresa, sedeada em Mountain View, no Estado da Califórnia, com muitas das vendas provenientes do domínio das buscas e publicidade em linha pela Google.

A forte recuperação segue-se a uma inédita queda da publicidade depois da pandemia e a cerca de 20 anos de crescimento ininterrupto.

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Mas o dinheiro que provém dos motores de busca da Google e da sua rede publicitária está a ser posto em causa nos tribunais, onde os reguladores têm alegado que as táticas usadas pela empresa prejudicam a inovação e são anticoncorrenciais.

Por outro lado, a rival Microsoft tem estado a fazer avanços na IA, o que a ajudou a voltar a ser a empresa com a maior capitalização bolsista mundial, enquanto a Google está com problemas no desenvolvimento das suas próprias versões de uma tecnologia que se espera venha a transformar o mundo.

No entanto, e por enquanto, a máquina da Google de fazer dinheiro parece estar a carburar em cheio.

O crescimento da faturação da Alphabet em 13% representa o primeiro crescimento trimestral a uma taxa de dois dígitos desde o segundo trimestre de 2022, correspondente à parte final da pandemia do novo coronavírus.

O forte crescimento dos lucros aconteceu apesar do custo, orçado em 1,2 mil milhões de dólares, dos mais de mil despedimentos que a empresa já fez desde o início do ano.

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“Permanecemos comprometidos com a nossa responsabilidade de alterar a nossa base de custos enquanto investimos no apoio às nossas oportunidades de crescimento”, disse Ruth Porat, a responsável pelo investimento do conglomerado.

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