Os antigos árbitros Pedro Henriques e Paulo Pereira manifestaram o seu apoio à implementação das novas diretrizes de arbitragem do Mundial 2026 em Portugal. As medidas visam combater as perdas de tempo e aumentar o tempo útil de jogo nas competições nacionais de futebol profissional.
Os antigos árbitros de futebol Pedro Henriques e Paulo Pereira manifestaram-se favoráveis à adoção imediata das novas regras e protocolos de arbitragem introduzidos no Mundial 2026 no contexto do futebol português. Entre as principais alterações, destacam-se o controlo rigoroso do tempo de reposição de bola em pontapés de baliza e lançamentos, a celeridade nas substituições e a permanência temporária fora do terreno de jogo de atletas que necessitem de assistência médica.
Pedro Henriques sublinhou que estas medidas tiveram um impacto direto no tempo útil de jogo. Durante o Mundial, a média atingiu os 58 minutos e oito segundos, valor superior aos 56:43 registados na última Liga dos Campeões e substancialmente acima dos 53:47 da liga portuguesa. O ex-árbitro acredita que o combate às perdas de tempo excessivas, especialmente nos pontapés de baliza, será revolucionário para o ritmo competitivo nacional.
A vertente tecnológica é também um ponto central da análise. Henriques defende o investimento no fora de jogo semiautomático e na tecnologia de linha de golo, estimando um custo de cinco milhões de euros. Paulo Pereira corrobora a necessidade de importação destas regras, salientando que as assistências médicas em campo diminuíram drasticamente com o novo regulamento, o que forçou uma mudança positiva no comportamento dos jogadores.

