O Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD está a desenvolver bioestimulantes naturais para reforçar a sustentabilidade e a produtividade da cereja, através do projeto BIOsCherry, financiado pela Fundação “la Caixa”.
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O Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), integrado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), iniciou os trabalhos de desenvolvimento de novos bioestimulantes naturais focados na produção de cereja.
Denominado “BIOsCherry – Inovação e Sustentabilidade na Produção de Cereja com Bioestimulantes Naturais”, o projeto conta com o financiamento da Fundação “la Caixa” e é coordenado pela investigadora Berta Gonçalves. O objetivo principal passa pela formulação de protótipos de valor acrescentado a partir de recursos endógenos, fortalecendo a tolerância das cerejeiras a diferentes fatores de stress ambiental.
Os bioestimulantes mais promissores identificados no âmbito da investigação serão testados em cerejais instalados em Trás-os-Montes e na região do Fundão. Os ensaios de campo permitirão avaliar o impacto dos compostos na fisiologia vegetal, na capacidade de adaptação às oscilações meteorológicas e nos índices de produtividade e qualidade do fruto.
Apesar de o foco imediato incidir sobre a cerejeira, a equipa científica salienta que as soluções desenvolvidas apresentam potencial de aplicação futura noutras culturas de fruteiras, designadamente macieiras, pereiras e pessegueiros.
Com esta linha de ação, o CITAB procura reforçar a resposta do setor agrícola às alterações climáticas, integrando princípios de economia circular e inovação sustentável.

