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FÁBRICA SUSPEITA DE POLUIR O RIO TEJO FOI ENCERRADA

A Agência Portuguesa do Ambiente e a Câmara Municipal de Torres Novas concordaram que a Fabrióleo, uma fábrica de óleos vegetais, não reunia as condições necessárias para continuar a laborar.

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A Agência Portuguesa do Ambiente e a Câmara Municipal de Torres Novas concordaram que a Fabrióleo, uma fábrica de óleos vegetais, não reunia as condições necessárias para continuar a laborar.

A fábrica de óleos vegetais Fabrióleo, localizada em Torres Novas, recebeu uma ordem de encerramento de exploração industrial depois de a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considerar que a fábrica não tem condições para continuar a operar.

De acordo com o Expresso, a Inspeção-Geral do Ambiente já tinha detetado “incumprimentos legais” por duas vezes na empresa de Torres Novas. Fonte do Ministério do Ambiente confirmou ao Público que a fábrica mantém “condutas lesivas do ambiente” e que, por isso, não tem agora licença legal de laboração.

A decisão da APA surge no seguimento de “sucessivas reclamações” devido à “descargas de efluentes para o rio Almonda”, afluente do Tejo, e teve como base um parecer negativo da Agência para a Competitividade e Inovação (Iapmei), segundo informação enviada ao Público pela tutela.

Até ao final do ano passado, a empresa tinha um conjunto de condições impostas pelo Iapmei para cumprir. No entanto, na sequência das “reclamações relativas a condutas da empresa lesivas do ambiente”, e pelo facto de a Fabrióleo continuar sem “título de utilização” de parte do seu edificado, a agência marcou uma vistoria para o final de janeiro.

Devido a essa inspeção, que teve lugar no dia 23 de janeiro, a Câmara Municipal de Torres Novas e a APA concordaram que a empresa não reunia as condições necessárias para continuar a laborar.

Nos termos do atual Plano Diretor Municipal, “não é viável o licenciamento/legalização do estabelecimento industrial existente”. Já a APA, através da administração da região hidrográfica do Tejo, considerou, “com os fundamentos que constam do respetivo parecer, não estarem reunidas condições para que a Fabrióleo continue a operar a instalação”.

O Ministério Público já tinha implicado a empresa num processo de contraordenação muito grave por poluição, do qual a Fabrióleo foi ilibada em outubro.

Além disso, por duas vezes, a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território detetou “incumprimentos legais relativos à gestão de resíduos, à emissão de poluentes atmosféricos e à descarga de águas residuais”.

A Fabrióleo tem 42 anos e conta com 79 colaboradores e mais de seis mil pontos de recolha no país. De acordo com fonte do Ministério do Ambiente, esta ordem de encerramento é, “neste momento, uma decisão isolada“.

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AÇORES: ÁGUA DO MAR PODERÁ ULTRAPASSAR OS 26 GRAUS – IPMA

A temperatura da água do mar deverá estar excecionalmente quente durante a próxima semana no arquipélago dos Açores, segundo previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para valores acima dos 26 graus.

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A temperatura da água do mar deverá estar excecionalmente quente durante a próxima semana no arquipélago dos Açores, segundo previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para valores acima dos 26 graus.

“Prevê-se que a partir da próxima semana se verifique um aumento da temperatura da água do mar na região dos Açores, que poderá atingir valores superiores a 26ºC, em particular nas ilhas dos Grupos Ocidental [Corvo e Flores] e Central [Pico, Faial, São Jorge e Terceira]”, pode ler-se num comunicado do IPMA.

“A situação de anomalia positiva da temperatura da superfície do oceano, que se tem verificado nos últimos meses nesta região, resulta da posição e intensidade do Anticiclone dos Açores”, explica o IPMA no comunicado, dando como exemplo a anomalia que em junho “variou entre 0,8 e 1,6°C nos grupos Oriental [Santa Maria e S. Miguel] e Central e entre 1,6 e 2,4°C no Ocidental”.

O Anticiclone dos Açores deverá localizar-se a sudoeste do arquipélago, apresentando um vasto campo de ação, ao qual estarão associados ventos muito fracos à superfície.

Estas condições de vento fraco irão, por um lado, limitar a mistura de água nas camadas mais superficiais do oceano e, por outro, reduzir o transporte de poeiras do deserto do Sahara sobre a região subtropical do Atlântico, deixando a atmosfera mais limpa, permitindo que a radiação solar incidente sobre o oceano seja mais eficiente, refere o comunicado.

Devido à conjugação destes fatores, o IPMA prevê “um aquecimento anormalmente elevado da temperatura da água do mar no arquipélago dos Açores”.

Durante a próxima semana, acrescenta, preveem-se também valores da temperatura do ar acima dos 28°C, com a ocorrência de noites tropicais (temperatura mínima superior a 20°C), juntamente com valores elevados da humidade relativa do ar.

O IPMA deverá assim, oportunamente, emitir avisos meteorológicos de tempo quente para o arquipélago dos Açores.

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PORTO: SETE ANOS DE PRISÃO POR ESFAQUEAR UM HOMEM NA DISCOTECA

O homem que esfaqueou outro à porta de uma discoteca no Porto em fevereiro de 2023 foi hoje condenado a sete anos de prisão no Tribunal São João Novo, no Porto.

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O homem que esfaqueou outro à porta de uma discoteca no Porto em fevereiro de 2023 foi hoje condenado a sete anos de prisão no Tribunal São João Novo, no Porto.

Durante a leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes referiu que o arguido, em prisão preventiva, mostrou “frieza e falta de afetividade pelo ser humano”.

“Espero que retire alguma lição daqui para a frente”, atirou a magistrada.

Além disso, a juíza frisou que os problemas não se resolvem à facada.

Em fevereiro de 2023, o arguido de 26 anos, agora condenado, esfaqueou cinco vezes, duas das quais em órgãos vitais, um homem à porta de uma discoteca no Porto.

O arguido e o ofendido integravam um grupo de seis pessoas que se juntou com o propósito de comprar o acesso à área reservada da discoteca, dividindo entre todos a despesa, tendo estado na origem das agressões uma discordância quanto ao valor cobrado pelo ofendido.

“Uma discussão sobre cinco euros deixou o ofendido entre a vida e a morte, algo que é desprezível”, frisou a magistrada.

A juíza recordou que a vítima, jogador de futebol de 21 anos, teve de ser reanimado e operado de urgência após o esfaqueamento.

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