Funcionários da Casa dos Marcos estão hoje concentrados à porta da instituição, descontentes com a presença da ex-presidente da Associação Raríssimas nas instalações situadas na Moita.
A antiga presidente da Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras (Raríssimas), o marido e o filho apareceram esta quarta-feira de manhã para trabalhar na associação, apurou a TVI.
Segundo o canal de Queluz de Baixo, a chegada de Paula Brito e Costa e dos dois familiares – que também cumprem funções na associação, nomeadamente, cargos de coordenação – causou algum desconforto entre os funcionários da Casa dos Marcos, na Moita.
Face à presença da ex-presidente da Raríssimas, os funcionários organizaram um protesto em frente à Casa dos Marcos. Alguns trabalhadores falaram aos canais de televisão para mostrar que não querem que Paula Brito e Costa esteja no edifício, mas garantiram que os serviços no interior da associação se encontram assegurados a bem dos utentes.
Vários funcionários mantêm-se à entrada da Casa dos Marcos e alguns, ouvidos pelas estações de televisão, consideram “inadmissível” a presença de Paula Brito e Costa na instituição e recordam o abaixo-assinado dos trabalhadores para afastar a ex-presidente da Raríssimas e também da Casa dos Marcos, onde ainda é directora-geral.
A notícia surge depois de, na quinta-feira, Paula Brito e Costa ter formalizado o pedido de demissão da Raríssimas ao presidente da Assembleia Geral e ter solicitado que lhe enviem documentação de trabalho para casa para exercer funções enquanto diretora-geral da associação.
No início da semana passada, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou a realização de uma ação de inspeção à Raríssimas, depois de uma reportagem da TVI sobre a gestão de Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado dinheiro da entidade para diversos gastos pessoais.
José António Vieira da Silva assegurou que, desde o primeiro momento, que o Governo está “completamente empenhado em avaliar todas as dimensões deste caso, sem nenhuma limitação, para que os portugueses possam conhecer toda a verdade sobre o que se passou” naquela instituição que presta cuidados particulares a crianças e jovens.

