A Polícia Judiciária divulgou os detalhes de 17 contratos celebrados entre 2019 e 2025 com a Construbarcelos, no valor de 2,23 milhões de euros. Apenas três das empreitadas resultaram de concursos públicos, sendo a maioria justificada por razões de segurança e sigilo das instalações policiais.
A Polícia Judiciária (PJ) tornou públicos os pormenores relativos a 17 contratos estabelecidos com a empresa Construbarcelos entre os anos de 2019 e 2025. O montante global destas adjudicações ascende a 2,23 milhões de euros, abrangendo intervenções em diversas unidades territoriais. Segundo a informação disponibilizada, apenas três destes procedimentos foram realizados através de modelos de contratação concorrencial, tendo a maioria sido efetuada sob o regime de contratação excluída, fundamentado em critérios de segurança.
Os dados revelam que as três empreitadas de maior dimensão sofreram ajustamentos financeiros na ordem dos 345 mil euros por trabalhos complementares. Este acréscimo representa uma subida de aproximadamente 28% em relação ao valor base inicialmente contratado. A PJ justifica estes montantes adicionais com a necessidade de realizar intervenções não previstas nos projetos originais, assegurando que todos os procedimentos respeitam escrupulosamente o Código dos Contratos Públicos e negando qualquer intenção de fracionamento de despesa.
No que respeita à distribuição geográfica, a unidade da Guarda concentrou dez dos contratos, totalizando 1,24 milhões de euros. Em Évora, seis adjudicações para a Unidade Local de Investigação Criminal somaram 891 mil euros, enquanto no Porto se registou um contrato de 98 mil euros para a área de perícias informáticas. O diretor nacional da PJ, Luís Neves, indicou estar a reunir documentação para prestar todos os esclarecimentos necessários perante as instâncias competentes.

