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GOUVEIA E MELO DIZ QUE “NÃO HÁ OPÇÃO” AO INVESTIMENTO NA DEFESA

O ex-chefe do Estado Maior da Armada Henrique Gouveia e Melo considerou hoje que “não há opção” alternativa ao investimento em Defesa, mas defendeu inteligência tanto para a economia como para a preservação do Estado Social.

“Qual é a opção? Há alguma outra opção? A opção é não nos defendermos quando estamos a ser atacados? A opção é não ripostarmos se nos quiserem tirar a liberdade? Não, não há opção”, disse hoje Henrique Gouveia e Melo em Matosinhos (distrito do Porto), onde participou na What’s Next Summit 2025, que decorreu na Porto Business School.

O almirante respondia a uma questão acerca das declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que na segunda-feira associou o investimento na indústria de Defesa ao bem-estar no dia-a-dia e liberdade individual dos cidadãos, vincando que “Portugal tem hoje condições excelentes para albergar investimentos” no setor.

“O que temos é de fazer de forma mais inteligente, tentando beneficiar também a economia com tudo o que tiver de ser feito na área da Defesa, e há ou não há essa possibilidade? Eu e outros achamos que há essa possibilidade”, assinalou.

Para Gouveia e Melo, investindo na Defesa pode acabar por resultar em “investir em tecnologia, tecnologia essa que aumenta a produtividade da economia, e aumentando a produtividade da economia, retorna à economia o que foi retirado para investir na Defesa, tendo como coisa subsidiária e complementar” a preparação “para qualquer ameaça”.

Já questionado se o investimento em Defesa não poderia comprometer serviços básicos como a Saúde, Educação ou o Estado Social, Henrique Gouveia e Melo recorreu novamente a inteligência na tomada de decisão.

“Temos que ser inteligentes na forma como fazemos esses investimentos, precisamente para tentar preservar ao máximo o Estado Social que todos queremos”, referiu.

O almirante voltou ainda a referir que há “outra coisa mais inteligente” do que o regresso do Serviço Militar Obrigatório.

“É uma reserva das pessoas que passam pelas Forças Armadas e podem constituir uma reserva até aos 50 anos se o Estado assim os quiser organizar”, sustentou.

Henrique Gouveia e Melo recusou também responder a questões dos jornalistas sobre a atual situação política ou a uma eventual candidatura sua à Presidência da República.

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