A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, admitiu em Bruxelas que o Sistema Volta enfrenta perturbações na fase de arranque, adiantando que o Governo está a estudar novas medidas de fiscalização e a instalação de recipientes dedicados para responder à recolha indevida de embalagens nas ruas.
Cinco meses após a entrada em vigor do Sistema Volta, o Governo reconhece a existência de dificuldades na implementação do mecanismo de depósito e reembolso de embalagens de bebidas. Em declarações prestadas em Bruxelas, após reuniões na Comissão Europeia, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, assegurou que os problemas identificados estão a ser avaliados para correção.
Portugal foi o 18.º país europeu a adotar este modelo, que abrange garrafas de plástico e latas de utilização única até 3 litros, com a devolução de um depósito de 10 cêntimos por recipiente. A governante lembrou que perturbações semelhantes sucederam noutros Estados-membros no início da aplicação das regras comunitárias.
Entre as soluções em estudo para travar a procura desregulada de recipientes no lixo urbano, Maria da Graça Carvalho apontou a colocação de suportes próprios junto aos contentores de resíduos. Decorrem igualmente contactos com o setor da hotelaria e restauração com vista a agilizar os procedimentos do circuito.
A ministra frisou ainda a necessidade de instalar mais equipamentos de receção de grande capacidade e reforçar as ações de controlo, cuja responsabilidade cabe à entidade gestora SDR Portugal e às autarquias. Maria da Graça Carvalho alertou que o país pagou cerca de 200 milhões de euros no último ano e 600 milhões de euros nos últimos 3 anos devido a plástico não reciclado.

