GOVERNO AINDA NÃO PAGOU OS MANUAIS ESCOLARES QUE OFERECEU

O Governo ainda não pagou às livrarias e papelarias os livros que foram oferecidos aos alunos do 1.º ciclo. Há relatos de livrarias em sérias dificuldades financeiras e os directores das escolas dizem-se impotentes para resolver o problema.

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O Governo ainda não pagou às livrarias e papelarias os livros que foram oferecidos aos alunos do 1.º ciclo. Há relatos de livrarias em sérias dificuldades financeiras e os directores das escolas dizem-se impotentes para resolver o problema.

A informação é avançada pela TSF, que dá destaque às denúncias da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). À mesma rádio, Filinto Lima, presidente da associação, assegurou que o dinheiro continua retido pelo Executivo socialista, situação que põe em causa a sobrevivência de pequenas livrarias e papelarias.

“A verba vai ter de ser entregue às escolas para nós pagarmos esses manuais às pequenas e grandes livrarias. Esta gente está a arder. Esta gente deu os manuais aos alunos, com certeza, e agora está à espera de ser ressarcida, de ser paga”, afirmou Filinto Lima.

Mais: de acordo com o presidente da ANDAEP, o pagamento dos manuais escolares já não vai acontecer este ano. “A verba não foi libertada. No ano passado isto foi um bocadinho mais célere. Acho que em Outubro, Novembro, estava a ser pago. Temos a indicação de que neste ano civil não vai ser pago. Será no próximo ano civil, mas não sabemos quando”, acrescentou.

Ainda à TSF, Filinto Lima admitiu que os diretores das escolas estão a ser pressionados pelas livrarias (sobretudo as mais pequenas), que se queixam de falta de liquidez para fazer frente às despesas correntes.

Segundo o dirigente, na escola onde é director a dívida é já quase de 50 mil euros. E o problema deve agravar-se quando, no próximo ano lectivo, os manuais escolares forem oferecidos também aos alunos dos 5º e 6º anos — até ao momento, só estavam abrangidos os alunos do 1º ciclo. “Sabemos que estamos em dívida para com eles. E esse dinheiro não vai chegar tão cedo”, avisa o dirigente da ANDAEP.

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