O Governo de António Costa anunciou em outubro que iria entrar no capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergências. Mas o Executivo ainda não deu passos concretos nesse sentido.
O Governo anunciou em Outubro que iria entrar no capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergências. Mas, quatro meses depois, o Executivo ainda não deu passos concretos nessa direcção. O Ministério das Finanças garante que o “Governo está a promover activamente todas as diligências necessárias”.
O Público (acesso condicionado) escreve que para entrar no capital do SIRESP é necessário realizar duas operações financeiras: fazer uma proposta de conversão dos créditos que tem na Galilei e adquirir as posições da Datacomp e da Esegur. Mas, quatro meses depois de o Executivo ter anunciado a intenção de entrar na empresa, ainda não foram apresentadas propostas.
O gestor de insolvência da Galilei — empresa da SLN – Sociedade Lusa de Negócios, a dona do BPN — esclarece que “tem conhecimento da intenção do Governo de resolver a situação referente ao SIRESP porquanto já existiram contactos para manifestar essa intenção”, avança o jornal. Contudo, o administrador judicial, Francisco Duarte, refere que “em termos práticos, ainda não foi apresentada uma proposta nesse sentido, pelo que não nos poderemos pronunciar sobre a viabilidade da operação”.
Já o Ministério das Finanças garante que “o Governo está a promover activamente todas as diligências necessárias para a assunção, pelo Estado, de uma posição na estrutura accionista da SIRESP – Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência, SA”.


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