Pela primeira vez desde o início da invasão em larga escala, a iniciativa no campo de batalha parece estar a deslocar-se a favor da Ucrânia. Segundo analistas citados pelo “The Economist” e pelo “Kyiv Post”, as forças russas registaram uma perda territorial líquida em abril, com Moscovo a perder o controlo de cerca de 113 quilómetros quadrados.
O desgaste humano é um dos maiores problemas do Kremlin, com estimativas de 35 mil baixas mensais, um ritmo superior à capacidade de recrutamento russa. Desde 2022, o total de baixas russas poderá aproximar-se de 1,4 milhões de militares.
A evolução tecnológica tem sido determinante, com os drones FPV a serem responsáveis por até 80% das baixas no terreno, dificultando a logística russa e criando “zonas de morte” que se estendem por 20 quilómetros.
Kiev tem também intensificado ataques em profundidade, atingindo infraestruturas petrolíferas e aeródromos a dois mil quilómetros da fronteira. Estes ataques já causaram prejuízos de 6,5 mil milhões de euros em receitas energéticas a Moscovo.
Apesar de Vladimir Putin ter sugerido que a guerra caminha para o fim, as exigências russas mantêm-se inalteradas, num cenário que especialistas descrevem como sombrio para as forças invasoras.

