Construção, hotelaria e restauração são as atividades profissionais que oferecem as quase 150 mil vagas. Os sindicatos apontam para uma “política de baixos salários e de trabalho precário”.
Construção, hotelaria e restauração: são estas as indústrias tradicionais que respondem ao crescimento da economia com anúncios de emprego. Estes já chegam aos 147 mil.
O número de novas vagas de emprego nas indústrias tradicionais é um sinal positivo da evolução da economia portuguesa. Contudo, os sindicatos falam de um “desajuste entre oferta e procura”, avança o Jornal de Notícias. O INE contava 424 mil portugueses em situação de desemprego em Novembro de 2017.
Os sindicatos apontam uma “política de baixos salários e de trabalho precário” que, acreditam, levará a que os melhores profissionais optem por abandonar o país em busca de condições de trabalho mais vantajosas.
Apesar dos referidos desajustes, os indicadores parecem estar na trajectória certa. Segundo o Eurostat, Portugal registou a segunda maior quebra homóloga no desemprego entre 2016 e 2017, comparativamente aos restantes países da Zona Euro. A taxa de desemprego anual no bloco baixou, em Novembro último, para os 8,7% na Zona Euro.

