O Telescópio Espacial James Webb (JWST) detetou os primeiros indícios de que um planeta rochoso semelhante à Terra, localizado a apenas 40 anos-luz de distância, pode ter uma atmosfera, um passo crucial na busca por mundos potencialmente habitáveis. As observações ao planeta, conhecido como TRAPPIST-1 e, foram publicadas em dois artigos na revista The Astrophysical Journal Letters e abrem a porta à possibilidade de existência de água líquida na sua superfície.
Os resultados, embora ainda não sejam conclusivos, indicam vários cenários, incluindo a “possibilidade de uma atmosfera”. Os investigadores, no entanto, já conseguiram uma certeza: o planeta não retém a sua atmosfera original, à base de hidrogénio, que terá sido varrida pela forte radiação da sua estrela. A grande questão agora é se conseguiu, tal como a Terra, formar uma atmosfera secundária, mais densa.
Segundo a investigadora do MIT, Ana Glidden, os dados recolhidos pelo JWST permitem também concluir que “é improvável que a atmosfera do planeta ‘E’ seja dominada por dióxido de carbono”, descartando cenários semelhantes à atmosfera densa de Vénus ou à rarefeita de Marte. Isto torna o planeta um alvo ainda mais interessante para estudo futuro.
A presença de uma atmosfera secundária é a condição essencial para que a água líquida possa existir de forma estável na superfície de TRAPPIST-1 e. O planeta orbita a sua estrela na chamada “zona habitável”, onde a temperatura é teoricamente ideal para a existência de oceanos, um ingrediente fundamental para a vida como a conhecemos.

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