O transporte aéreo de doentes durante o período noturno poderá ser suprimido no âmbito de um plano de refundação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Segundo noticia o Expresso esta quinta-feira, o presidente do organismo, Luís Cabral, justifica a hipótese com a reduzida atividade registada e os elevados custos de manutenção do serviço entre as 20h00 e as 08h00.
Dados oficiais indicam que, no último ano, os voos noturnos representaram apenas 14% do total da frota. Desde que o serviço passou a operar 24 horas por dia, em outubro, foram registados apenas 38 voos noturnos num universo de 232 missões.
A estratégia do INEM passa por reforçar a aposta nos veículos terrestres, nomeadamente nas VMER, que o presidente do instituto considera chegarem mais depressa do que o helicóptero em quase todo o país.
A proposta, já apresentada à ministra da Saúde, prevê a criação de bases logísticas de retaguarda nos hospitais de São João, Santa Maria, Coimbra e Faro.
Estas unidades contariam com equipas especializadas e poderiam utilizar meios aéreos ligeiros ou os Black Hawks da Força Aérea, cuja entrega está prevista até 31 de agosto.

