Há várias ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que estão inoperacionais em todo o país. Por exemplo, nas escalas deste mês, a única ambulância disponível em Espinho não se encontra operacional no período nocturno. No Algarve, uma das zonas mais graves, verificam-se situações em que meios do norte ou técnicos lisboetas de férias são chamados para colmatar as falhas.
A denúncia é feita pelo Correio da Manhã desta quarta-feira, que apurou junto de fontes do instituto que o caso do Algarve está a ser suportado através do pagamento de horas extra e subsídios de deslocamento a quem aceitar integrar aquelas equipas de assistência médica.
Também no início do verão foi transmitida a notícia sobre demora no atendimento telefónico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A espera para chegar a um operador de CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes) foi 17 vezes superior ao máximo estabelecido (sete segundos), informou o mesmo meio de comunicação.
Em causa está a escassez de recursos humanos do organismo, que leva a que haja pessoas a ficar em “stand by” ao telefone até dois minutos. O atraso sente-se um pouco por todo o país e está prestes a levar a uma “rutura de meios” na entidade de assistência médica. Os casos mais gritantes são em Lisboa, no Porto, em Braga e no Algarve.
“Nem fazendo horas extra, com turnos que chegam a ter 16 horas, os técnicos conseguem dar uma resposta razoável. Há quem esteja há dois e três meses sem folgar, para tentar suprir as falhas da falta de pessoal, mas, com as férias, o cenário caótico piora”, afirmou, na altura, ao CM, um responsável do INEM.

