O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a taxa de inflação em Portugal saltou para os 2,7% em março, um agravamento de 0,6 pontos percentuais face a fevereiro. Esta evolução é explicada quase na totalidade pela subida dos preços dos combustíveis, refletindo o primeiro mês completo de impacto do conflito no Irão.
A variação dos produtos energéticos fixou-se nos 5,7%, invertendo a tendência de queda registada no mês anterior. Por sua vez, os produtos alimentares não transformados continuam a pressionar o índice, registando um aumento de 6,4%.
Apesar da subida do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o indicador de inflação subjacente — que exclui as componentes mais voláteis como energia e alimentos — manteve-se estável, fixando-se nos 2%. Este dado sugere que o aumento do custo de vida está concentrado em fatores conjunturais externos.
No contexto europeu, Portugal apresenta uma inflação ligeiramente superior à média da Zona Euro (2,5%). O INE destacou ainda o aumento nos transportes e nas bebidas alcoólicas, contrastando com a descida observada nos serviços financeiros e na saúde.
