O número total de ações de insolvência em Portugal registou um decréscimo de 15% nos primeiros cinco meses de 2026, face ao período homólogo. Segundo dados da Iberinform, foram contabilizadas menos 131 empresas insolventes, com Lisboa, Porto e Braga a concentrarem o maior número de processos.
Entre janeiro e maio de 2026, as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas recuaram 29%, totalizando menos 113 processos. As insolvências requeridas por terceiros também diminuíram, embora de forma menos acentuada, com uma quebra de 5,6%.
Regionalmente, Lisboa lidera o volume de processos com 172 declarações, seguida pelo Porto com 143 e Braga com 106. No entanto, enquanto Lisboa registou um ligeiro acréscimo de 0,6%, o Porto e Braga verificaram descidas de 37% e 10%, respetivamente. Fora dos grandes centros, as maiores subidas ocorreram em Angra do Heroísmo, com um aumento de 200%, e na Madeira, que subiu 82%.
Em sentido contrário, Castelo Branco e Santarém registaram as maiores quebras.
Setorialmente, não houve crescimento de insolvências, destacando-se a descida total na indústria extrativa e quebras significativas na agricultura e comércio. Relativamente aos processos encerrados, registou-se uma descida ligeira de 1,7% em maio. Contudo, o número de processos encerrados com plano de insolvência aumentou 69%, abrangendo mais 31 empresas do que no ano anterior.
No total acumulado das ações, os primeiros cinco meses do ano totalizaram 1101 processos encerrados, o que representa um aumento homólogo de 8,9%, refletindo uma variação global positiva de 13% no total de ações movimentadas no sistema judicial.

