Os utilizadores do motor de busca Google são significativamente menos propensos a clicar nos links dos resultados quando a pesquisa exibe um resumo gerado por Inteligência Artificial (IA). A conclusão é de um novo relatório do Pew Research Center, uma organização de investigação americana, que analisou o comportamento de 900 adultos.
O estudo concluiu que os utilizadores que se deparam com um resumo de IA clicam num dos links tradicionais da página em apenas 8% das vezes. Em contrapartida, quando não há um resumo de IA, a taxa de cliques em links sobe para 15%, quase o dobro.
A investigação revela ainda que os utilizadores também ignoram maioritariamente as fontes citadas no próprio resumo de IA, com apenas 1% a clicar nessas ligações. Como consequência, “os utilizadores do Google são mais propensos a encerrar totalmente a sessão de navegação depois de visitar uma página de pesquisa com um resumo de IA”, sugere o documento, indicando que a resposta dada pelo resumo é muitas vezes considerada suficiente.
O relatório, que apurou que 58% dos inquiridos já encontraram um destes resumos, identificou também as fontes mais comuns usadas pela tecnologia. A Wikipédia, o YouTube e o Reddit são os três ‘sites’ mais citados, representando 15% das fontes nos resumos de IA e 17% nos resultados de pesquisa padrão. Notou-se, contudo, que os sites governamentais (com domínio “.gov”) têm uma presença três vezes superior nos resumos de IA (6%) em comparação com os resultados padrão (2%). Os sites de notícias representam 5% das fontes em ambos os casos.
A probabilidade de um resumo de IA aparecer aumenta com a complexidade da pesquisa. “Apenas 8% das pesquisas de uma ou duas palavras resultaram em resumos de IA”, um valor que dispara para 53% em pesquisas com dez ou mais palavras. Das pesquisas que geraram um resumo, a grande maioria (88%) citou três ou mais fontes, garantindo uma diversidade de referências na resposta gerada.
