Uma investigação jornalística do Diário de Notícias expôs graves falhas estruturais, sobrelotação e falta de condições dignas no sistema prisional em Portugal.
A denúncia foca-se na degradação da assistência médica e psicológica nas prisões, que tem provocado o agravamento de patologias e o aumento de episódios de violência. Relatos de reclusos e profissionais descrevem celas insalubres e longos tempos de espera para consultas e medicação psiquiátrica.
Diretores de vários estabelecimentos prisionais admitem que o rácio de guardas e técnicos está perigosamente abaixo dos níveis mínimos de segurança recomendados internacionalmente devido a sucessivos cortes orçamentais. Esta escassez de pessoal inviabiliza atividades de formação e potencia o isolamento dos reclusos.
Organizações de direitos humanos exigem uma intervenção urgente do Ministério da Justiça e uma auditoria independente, alertando que a situação viola as convenções internacionais subscritas pelo Estado português.

