Primeiro-ministro italiano garante que vai dar total prioridade à reconstrução. Abalo foi quatro vezes mais forte do que o sismo de Amatrice.
O primeiro balanço das autoridades italianas aponta para mais de 30 mil desalojados após o violento sismo, que se registou no centro do país no domingo. Mas este número pode subir até aos 100 mil.
Apesar dos abrigos criados pela Protecção Civil, milhares de pessoas prefeririam passar a noite na rua, com medo das réplicas. A última foi sentida já esta segunda-feira, tendo atingido os 3,9 na escala de Richter.
O país sofreu o sismo mais violento em mais de três décadas e o seu quarto grande abalo em apenas dois meses. O terramoto de magnitude de 6,6 pontos na escala de Richter atingiu o centro do país por volta das 7h30, derrubou edifícios em várias cidades e causou umas duas dezenas de feridos, mas não provocou mortos.
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, já veio garantir que será dada total prioridade à reconstrução. “Tudo o que precisar de ser reconstruído será reconstruído”, afirmou em conferência de imprensa.
Renzi apresentou o programa de recuperação, garantindo que não vai olhar a recursos financeiros. “Não podemos permitir que a dor profunda, a fadiga e o stress nos façam cair na resignação”.
“Os recursos financeiros não são um problema. Casas, Igrejas, edifícios públicos e comerciais, todos eles serão alvo de intervenção. Estamos empenhados nisso”, rematou.
A Itália sofre milhares de pequenos tremores todos os anos, especialmente na zona montanhosa dos Apeninos, que é atravessada por um dos locais de colisão entre a placa tectónica euro-asiática e a subplaca do Adriático.
Em 2009, um terramoto de 6,3 pontos matou quase 300 pessoas em Áquila; em 1980, o poderoso sismo de 6,9 pontos de Irpinia matou à volta de 2.500 pessoas; em Agosto deste ano, um tremor de 6,2 em Amatrice matou cerca de 300 pessoas.
LUSA

