Uma primeira parte frenética, um ‘dragão’ pouco inspirado e um Leipzig rápido e mortal. Três coisas a reter da derrota do FC Porto na Red Bull Arena, ante o Leipzi (3-2), a segunda dos ‘dragões’ na fase de grupos da Liga dos Campeões. Com este resultado, a equipa ‘azul e branca’ cai para a terceira posição do Grupo G, ficando agora a um ponto da formação germânica e a seis de um Besiktas cada vez mais em fuga – venceu o Mónaco por 2-1.
Depois de ter apostado em Sérgio Oliveira para a visita ao Mónaco na segunda jornada (vitória portista por 3-0), Sérgio Conceição voltou a surpreender ao lançar José Sá no onze inicial dos ‘dragões’ para o duelo desta terça-feira. No entanto, a estreia do habitual suplente de Casillas na Champions não começou da melhor forma, com o guardião português a ficar ligado ao golo inaugural dos germânicos, logo aos 8 minutos: remate de Bruma de fora da área, com José Sá a não conseguir agarrar o esférico, permitindo a recarga a Orban.
O FC Porto não entrava da melhor forma na partida, contrariamente ao que vem sendo hábito na equipa de Sérgio Conceição, enquanto o Leipzig parecia estar completamente à vontade no meio-campo ofensivo, bem ao seu jeito. E na primeira oportunidade de que a equipa portuense dispôs, surgiu o golo do empate: lançamento longo de Miguel Layún, com Marcano e Felipe a ganharem a bola na área, servindo Aboubakar, que, ao segundo poste, restabelece a igualdade com um belo remate à meia volta.
A equipa da casa não baixou os braços e continuou por cima do jogo, com o FC Porto, em sentido inverso, a mostrar algumas dificuldades em sair para o ataque. Aos 38′, Sabitzer descobre Forsberg no corredor central e no limite do fora de jogo, com o extremo, na cara de José Sá, a rematar para o 2-1. Apenas dois minutos depois, Danilo perde a bola, Marcano falha a intervenção e a bola sobra para Augustin, que acelera para ganhar espaço, atirando de seguida para o fundo da baliza portista.
Contrariando a corrente de jogo, o FC Porto ainda conseguiu reduzir a poucos minutos do intervalo, e novamente num lance de bola parada: canto de Telles com Herrera a tocar de cabeça para o meio da área e Marcano a desviar com o pé esquerdo para o 3-2, redimindo-se, assim, do erro no lance do golo de Augustin.
Tal como se esperava, depois do ritmo alucinante com que se jogou a primeira parte, o Leipzig baixou os índices físicos, procurando gerir o resultado. Sérgio Conceição aproveitou para dinamizar o meio-campo lançando Óliver Torres para o lugar de Sérgio Oliveira, mas a verdade é que o FC Porto continuava desinspirado.
Aos 62 minutos, Bruma teve oportunidade de ouro para engordar a vantagem do Leipzig, mas teve pela frente José Sá, que ainda tocou na bola rematada pelo extremo, e Marcano, a salvar mesmo em cima da linha de baliza o que parecia um golo certo. Pouco tempo depois, foi a vez de Augustin falhar o remate à baliza portista, numa jogada de contra-ataque após perda de bola de Brahimi, também ele numa noite para esquecer.

