O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, manifestou-se “indignado”, esta quinta-feira, com o Governo por não ter sido convidado para a reunião em Sernancelhe que juntou ministros e autarcas para avaliar os danos dos incêndios. O autarca social-democrata considera “inaceitável” a exclusão de um concelho onde arderam mais de 5.500 hectares.
“É inaceitável que o concelho de Torre de Moncorvo, onde arderam mais de 5500 hectares apenas em duas freguesias, como Mós e Carviçais, não tenha sido incluído nesta reunião”, afirmou o autarca à agência Lusa. Em resposta à exclusão, José Meneses desafiou o poder central: “Convido o Governo a visitar a Torre de Moncorvo para, no terreno, poder visualizar a real extensão dos danos causados pelos incêndios”.
O incêndio em causa teve início na passada sexta-feira e, segundo dados preliminares, devastou um total de cerca de 13 mil hectares nos concelhos de Torre de Moncorvo e Mogadouro, destruindo culturas agrícolas e produção pecuária. Apesar de se sentir ignorado, o autarca garante que o município já está no terreno a apoiar as populações e que não deixará de lutar pelos apoios a que os seus munícipes têm direito.
A reunião em Sernancelhe serviu para o ministro da Economia, Castro Almeida, anunciar que o Governo já recebeu cerca de cinco mil pedidos de ajuda do Norte do país e que os prejuízos podem superar os 30 milhões de euros. O ministro prometeu que os documentos para as candidaturas aos apoios estarão disponíveis na próxima semana.
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