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INTERNACIONAL

NA RÚSSIA JÁ SE “FALA” DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

A televisão passou um programa sobre quais são os procedimentos em caso de rebentamento de um conflito mundial, nomeadamente em termos de alimentação e refúgio.

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A televisão passou um programa sobre quais são os procedimentos em caso de rebentamento de um conflito mundial, nomeadamente em termos de alimentação e refúgio.

A estação televisiva estatal russa Rossiya – 24news alertou para a iminência de uma III Guerra Mundial e até deixou conselhos aos telespectadores sobre o que fazer quando isso suceder, adianta a estação televisiva SIC.

A notícia, ou reportagem – que evidencia uma iniciativa de clara propaganda – surgiu durante um bloco noticioso do canal em que o pivot aconselhou a população a comprar alimentos com um maior prazo de validade.

“Podem sobreviver com carne enlatada durante algum tempo, até cinco anos. Peixe enlatado pode ser conservado até dois anos. Claro que será difícil viver sem leite, açúcar, sal (…)”, começou por referir o jornalista no trecho que a SIC passou.

Perante um cenário de guerra nuclear, o jornalista referiu que “a vida no mundo subterrâneo será particularmente difícil para os doces. Chocolates, leite condensado, tudo terá que ser deixado para trás” e enumerou mesmo as quantidades necessárias de comida para sobreviver durante determinados períodos de tempo.

Depois juntou-se um especialista à conversa, que alertou para a importância do consumo de água para sobreviver durante um período de tempo maior: “Quanto mais água, melhor. Podemos sobreviver duas ou três semanas sem comida mas muito dificilmente sobrevivemos três dias sem água”, referiu.

Esta rubrica da Rossiya-24news surge na sequência de um cada vez mais acentuado clima de tensão que se vive entre Rússia e Estados Unidos em torno da situação que se vive na Síria – numa altura em que os Estados Unidos, França, Reino Unido e Arábia Saudita colocam a hipótese de uma iniciativa militar, A Rússia tem vindo a afirmar que essa iniciativa seria um enorme erro, a que se tem juntado a ONU – que apela à calma de todas as partes envolvidas e ao diálogo.

Já hoje, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para que “a Guerra Fria voltou” e denunciou que a situação em solo sírio representa, atualmente, o maior perigo para a paz e segurança mundiais.

António Freitas de Sousa | JE

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