Quase quatro em cada dez casos de cancro a nível mundial poderiam ser evitados, uma vez que estão associados a fatores de risco modificáveis. A conclusão é de um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentado na véspera do Dia Mundial do Cancro. Segundo os dados, dos 18,7 milhões de novos diagnósticos em 2022, cerca de 7,1 milhões (37,8%) são atribuíveis a causas como o tabaco, o álcool e infeções.
O tabaco lidera a lista de “inimigos”, sendo responsável por 3,3 milhões de casos, seguido pelas infeções (2,2 milhões) e pelo álcool (700 mil). A OMS analisou 30 fatores de risco e concluiu que o cancro do pulmão, do estômago e do colo do útero representam metade dos casos evitáveis.
Existem diferenças de género significativas: nos homens, o tabagismo causa 23% dos cancros, enquanto nas mulheres as infeções (como o HPV) são a principal causa evitável (11%). A OMS apela a medidas urgentes, incluindo maior vacinação e controlo do tabaco.

