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ORDEM DOS NUTRICIONISTAS QUER MAIS PROFISSIONAIS NAS ESCOLAS

A Ordem dos Nutricionistas defendeu hoje o aumento de nutricionistas nas escolas e requereu uma reunião urgente ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, afirmando que Portugal “retrocedeu 10 anos” na prevalência do excesso de peso nas crianças.

“Portugal retrocedeu cerca de dez anos no que se refere à evolução do excesso de peso da obesidade nas crianças, uma situação muito preocupante, que reflete o estado nutricional da população em idade escolar, e que Portugal não está no bom caminho”, alertou a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, citada em comunicado.

Liliana Sousa justificou o retrocesso com os dados do relatório do COSI Portugal 2022 (Childhood Obesity Surveillance Iniciative) e de um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o impacto da covid-19 no estado nutricional e comportamento alimentar das crianças europeias em idade escolar.

A Ordem dos Nutricionistas lembrou que o documento do COSI Portugal 2022 revelou um aumento da prevalência do excesso de peso e da obesidade infantil no país, registando-se entre 2019 e 2022 uma subida de 29,7% para 31,9% no que se refere ao excesso de peso, ao mesmo tempo que a obesidade infantil cresceu 1,6 pontos percentuais, situando-se agora nos 13,5%, enquanto o estudo da OMS apontou que as crianças passaram a ser mais sedentárias durante a pandemia.

“Aumentar o número de nutricionistas nas escolas é a prioridade para inverter a tendência de aumento do excesso de peso e de obesidade nas crianças, registada nos últimos anos”, salientou, acrescentando que o objetivo da reunião com o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, é “avaliar a possibilidade de integração de um maior número de nutricionistas nas escolas” para fazer “face à situação preocupante do estado nutricional das crianças e jovens em idade escolar”.

De acordo com a bastonária, a escola é “o lugar estratégico para a promoção de comportamentos alimentares saudáveis”.

“Vemos com grande preocupação estes resultados que alertam para um futuro que não desejamos e que, ao mesmo tempo, exigem medidas novas e urgentes para o seu controlo”, sustentou Liliana Sousa.

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