Uma unidade da PJ realizou buscas no clube da Luz, a propósito da alegada entrega de prendas a árbitros. O Benfica afirma que foi o próprio clube a pedir a investigação.
O Ministério Público e a Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ) estão a investigar a alegada atribuição de prendas a árbitros por parte do clube da Luz, denunciada pelo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, há um ano. Na passada terça-feira, os inspectores da PJ foram ao Estádio do Benfica e apreenderam documentos no departamento financeiro, segundo o Correio da Manhã (edição para assinantes).
De acordo com o jornal, cada árbitro terá recebido, por várias vezes, tanto nos jogos na Luz, como no Centro de Estágios do Seixal, 30 euros por refeição inseridos em convites dentro das caixas “Kit Eusébio”, com réplicas da camisola com que jogava Eusébio, e ainda bilhetes para o Museu Cosme Damião.
Foi em Outubro de 2015 que o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, denunciou, no programa Prolongamento da TVI24, que as “prendas” eram entregues “aos quatro árbitros dos jogos, aos dois delegados e a um observador”. Segundo o presidente do clube de Alvalade, o Benfica gastaria cerca de 250 mil euros, por ano, entre jantares e “prendas”.
Confrontado com as buscas da PJ, o Benfica respondeu que as mesmas decorreram a pedido do próprio clube, acrescentando que “a investigação resultou de uma iniciativa e participação expressamente feita pelo Benfica à Federação Portuguesa de Futebol, para que apresentasse queixa no Ministério Público”.
Estas buscas, segundo o Benfica, servirão para”averiguar a veracidade sobre os factos e as acusações proferidas pelo presidente do Sporting a 5 de Outubro de 2015″.

