A Polícia de Segurança Pública (PSP) efetuou a detenção de seis indivíduos na sequência de confrontos ocorridos junto à Assembleia da República, em Lisboa, após uma manifestação convocada pela CGTP contra as recentes alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.
Os incidentes registaram-se ao final da noite de quarta-feira e prolongaram-se pela madrugada, quando um grupo de manifestantes recusou abandonar as imediações da escadaria do Parlamento. Segundo fonte oficial do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, as detenções ocorreram por crimes de desobediência, resistência e coação sobre funcionário, após várias tentativas de dispersão pacífica.
A manifestação, que decorreu maioritariamente de forma ordeira durante a tarde, reuniu milhares de trabalhadores em protesto contra o novo “pacote laboral”. No entanto, a situação escalou quando um grupo mais restrito forçou o perímetro de segurança estabelecido pelas autoridades. A PSP viu-se compelida a utilizar a força para restabelecer a ordem pública, resultando em ferimentos ligeiros em dois agentes e em alguns manifestantes, que foram assistidos no local.
A secretária-geral da CGTP, em declarações proferidas já após os incidentes, lamentou os confrontos, mas sublinhou que a responsabilidade política recai sobre o Executivo pela “intransigência” em negociar as reivindicações dos trabalhadores. O Governo, por seu turno, emitiu uma nota oficial onde condena veementemente o recurso à violência, reiterando que o direito à manifestação não pode servir de cobertura para atos de vandalismo ou agressões contra as forças de segurança. Os detidos deverão ser presentes a tribunal durante o dia de hoje para aplicação das respetivas medidas de coação.

