A criminalidade violenta e organizada quase triplicou, em 2024, na área de intervenção da Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGR-P), com os novos processos a dispararem 197,3% face ao ano anterior. O relatório anual, divulgado esta quarta-feira, revela também um aumento nos crimes contra pessoas vulneráveis e uma surpreendente descida nos novos casos de violência doméstica.
De acordo com o documento, em 2024 foram abertos 1.454 novos processos relativos a organizações criminosas, um número que compara com os 489 registados em 2023. O relatório aponta para uma “maior sofisticação e organização das estruturas criminosas”. Aumentaram também os crimes contra idosos e menores (mais 162 processos), os crimes ambientais (quase o dobro) e as ofensas contra agentes da autoridade (mais 132 casos).
Em sentido inverso, os novos processos por violência doméstica registaram uma diminuição significativa, passando para 11.899, menos 1.774 do que no ano anterior. Também o tráfico de estupefacientes “individual” registou uma forte quebra, de 2.719 para 1.147 casos.
O próprio relatório da PGR-P justifica esta descida no tráfico de droga com o aumento da criminalidade organizada. A crescente sofisticação dos grupos faz com que muitos destes crimes passem a ser investigados e contabilizados na categoria de crime organizado, que por sua vez disparou, refletindo uma mudança no perfil do crime na região.
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