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PORTO DE LEIXÕES RECEBE MAIOR NÚMERO DE CRUZEIROS DE SEMPRE NO 1.º SEMESTRE

O porto de Leixões recebeu, no primeiro semestre de 2023, o maior número de navios de cruzeiro de sempre, segundo uma nota da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) consultada hoje pela Lusa.

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O porto de Leixões recebeu, no primeiro semestre de 2023, o maior número de navios de cruzeiro de sempre, segundo uma nota da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) consultada hoje pela Lusa.

“Nos primeiros seis meses do ano, Leixões recebeu 56 navios de cruzeiro e 68.203 passageiros, traduzindo-se no melhor 1.º semestre de sempre no que diz respeito à atividade de cruzeiros. Neste período, registaram-se ainda sete escalas inaugurais de um total de 14 esperadas até final do ano”, pode ler-se numa nota da APDL consultada hoje pela Lusa.

A administração portuária liderada por João Neves refere ainda que os números do primeiro semestre de 2023 correspondem a “um crescimento de 88% no número de passageiros e de 12% no número de navios face ao mesmo período de 2022”.

“Para tal, muito contribuiu a atividade registada durante o mês de maio que se tornou no melhor mês de sempre. Apenas neste mês, passaram pelos terminais de cruzeiro do Porto de Leixões 23 navios e 27.373 passageiros”, aponta a APDL.

Já em comparação com o primeiro semestre de 2018, “o melhor ano de sempre no que toca ao número de passageiros, o crescimento foi de 21%, subindo para os 42% quando comparado com 2019 (último ano pré pandemia) e, ainda, um crescimento de 8% no número de navios quer face a 2018 quer face a 2019”.

Segundo a APDL, a maioria dos passageiros no primeiro semestre deste ano eram originários do Reino Unido (41%), seguindo-se os oriundos da Alemanha (26%) e dos Estados Unidos (20%).

Quanto à dimensão dos navios, “tem vindo a registar-se um crescimento sustentado em relação aos anos pré-pandemia”, segundo a APDL.

“O comprimento médio dos navios situou-se nos 218,5 metros, o que significa um crescimento de 3,1% face a 2022. Comparando com 2018 e 2019, o crescimento foi de 6,6% e de 10,3%, respetivamente”, assinala a administração portuária.

A APDL aponta que “se as previsões se mantiverem, o Porto de Leixões irá mais uma vez atingir um valor recorde no final de 2023, quer no número de escalas ao porto quer no número de passageiros”.

Neste momento, estão confirmadas até final do ano 127 escalas e um número de passageiros a rondar os 150 mil, segundo a APDL.

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CASCAIS: PRÉDIO DE 12 ANDARES EVACUADO DEVIDO A FUGA DE GÁS

Um alerta para uma fuga de gás levou hoje à retirada de 84 pessoas de um edifício habitacional de 12 pisos em Carcavelos, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, revelou fonte dos bombeiros.

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Um alerta para uma fuga de gás levou hoje à retirada de 84 pessoas de um edifício habitacional de 12 pisos em Carcavelos, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, revelou fonte dos bombeiros.

O alerta para a ocorrência foi dado pelas 20h45, para uma fuga de gás num edifício habitacional de 12 andares na Avenida Marechal Craveiro Lopes em Carcavelos, Cascais.

Fonte Bombeiros Voluntários de Carcavelos S. Domingos de Rana adiantou à Lusa que 84 pessoas foram retiradas do edifício e que a ocorrência foi colmatada, com o gás a ser fechado antes de os habitantes regressarem às casas, estando agora a empresa responsável pelo fornecimento a averiguar as causas.

A mesma fonte destacou que as pessoas foram bastante colaborantes e que não se registaram feridos.

No local estiveram 21 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos S. Domingos de Rana, bem como elementos da PSP, dos serviços municipais de proteção civil e da empresa de gás.

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PORTIMÃO: 10 ANOS DE PRISÃO PARA SUSPEITA DE MATAR OUTRA MULHER À FACADA

O Tribunal de Portimão condenou hoje a 10 anos de prisão a jovem acusada de matar uma outra em 2023, à porta de uma discoteca em Albufeira e absolveu o seu então namorado por tentar ocultar a faca.

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O Tribunal de Portimão condenou hoje a 10 anos de prisão a jovem acusada de matar uma outra em 2023, à porta de uma discoteca em Albufeira e absolveu o seu então namorado por tentar ocultar a faca.

Na leitura do acórdão, a juiz presidente do coletivo, Antonieta Nascimento, justificou a pena aplicada a Mariana Carrilho pelo crime de homicídio simples e não por homicídio qualificado, pelo qual estava acusada, moldura penal alterada pelo tribunal.

Os factos remontam a abril de 2023, quando Mariana Carrilho, de 22 anos, e Núria Gomes, de 19, se envolveram em confrontos físicos no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, tendo Núria Gomes sido esfaqueada, acabando por morrer pouco tempo depois.

A arguida, que se encontra em prisão preventiva, estava acusada de um crime de homicídio qualificado, e o seu namorado à altura dos factos, de 21 anos, pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada e de favorecimento pessoal, por alegadamente ter tentado desfazer-se da arma branca.

Para o tribunal, “não houve dúvidas de que foi a arguida a desferir o golpe” com a faca que vitimou Núria Gomes, de 19 anos, “num gesto de cima para baixo”, considerando que o mesmo “evidencia um ímpeto ofensivo”, mas “não resultando provado” que atuasse com intenção de tirar a vida à vítima.

Segundo o tribunal, a arguida ao empunhar a faca terá atuado debaixo de “um descontrolo emocional”, resultante das drogas e bebidas ingeridas, numa contenda desencadeada “por motivos fúteis” pela vítima.

De acordo com o acórdão do julgamento, o confronto físico entre as duas jovens iniciou-se no exterior, à porta do estabelecimento de diversão noturna em Albufeira, onde Núria Gomes esperou pela saída de Mariana Carrilho, “avançando sobre ela e desferindo-lhe uma chapada”.

Durante o confronto físico, Mariana Carrilho tentou defender-se retirando “uma faca que tinha na axila e movimentou-a duas vezes”, numa das quais atingiu Núria Gomes, que veio a morrer pouco depois, sustenta o tribunal.

Quando a vítima estava prostrada no chão, Mariana Carrilho e o então namorado abandonaram o local, depois de este ter apanhado a faca, procurando durante o percurso desfazer-se daquele objeto, atirando-o para o interior de um outro estabelecimento de bebidas.

Para o tribunal, o então namorado de Mariana Carrilho agiu de forma a defender a arguida, considerando que “não existiu qualquer crime de favorecimento pessoal”, tendo decidido pela sua absolvição, bem como do crime de ofensa à integridade física qualificada, por uma alegada agressão a um militar da GNR aquando da sua detenção.

A arguida foi também condenada ao pagamento de uma indemnização de 13.000 euros por danos não patrimoniais à família de Núria Gomes.

A advogada Ana Antunes, representante da família da vítima criticou a pena aplicada a Mariana Carrilho, afirmando que saía de Portimão com “o sentimento de injustiça”.

Ana Antunes disse aos jornalistas que o acórdão “a deixou deveras chocada, por se tratar a vítima como se fosse a arguida e a arguida como se fosse vítima”.

“Aprendi hoje que não se pode justificar que o uso de uma faca não seja considerado um meio particularmente perigoso nas mãos de alguém”, apontou.

A advogada admitiu interpor recurso da decisão judicial para um tribunal superior, após a leitura atenta do acórdão e de consultar a família da vítima.

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