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PORTO ESCORREGA NOS ‘ARCOS’ E COMPROMETE O TÍTULO

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Um golo de Brahimi, aos 18 minutos, e um autogolo de Junio Rocha, aos 22, até deram corpo a uma entrada eficaz da equipa ‘azul e branca’, mas não travaram uma boa reação dos vila-condenses na segunda metade, corporizada, nos instantes finais, com os golos de Nuno Santos (85) e de Ronan (90), que impuseram a igualdade.

Com este resultado, o FC Porto até consegue isolar-se, à condição, no primeiro lugar do campeonato, com 76 pontos, mas apenas com mais um do que o Benfica, que joga, no domingo, em casa do Sporting de Braga e, em caso de vitória, pode acabar a ronda na liderança e com vantagem pontual.

Já o Rio Ave mantém o oitavo lugar na tabela classificativa, mas agora com 39 pontos, e ainda mantém esperanças de poder chegar a uma qualificação para a Liga Europa.

A formação vila-condense vinha motivada pelos triunfos nas duas últimas jornadas [frente a Vitória de Guimarães e Belenenses], entrando com dinâmica na partida e tentando surpreender os ‘azuis brancos’ no contra-ataque, desenhando, logo aos seis minutos, a primeira jogada de perigo, numa arrancada e assistência de Gabrielzinho, mas que Bruno Moreira, no remate, não deu a melhor sequência.

O FC Porto, que surgiu com Pepe e Corona de regresso às opções iniciais, não acusou o atrevimento dos vila-condenses e com um futebol mais envolvente acabou por se mostrar eficaz no primeiro remate que fez, após um cruzamento de Otávio, aos 18 minutos, que Brahimi, com demasiado espaço na área, desviou de cabeça para o 1-0.

O tento tranquilizou a equipa de Sérgio Conceição e obrigou o Rio Ave a expor-se mais, acabando por ser surpreendido, quatro minutos depois, quando um remate de Marega, na sequência de lançamento lateral, desviou em Junio Rocha e iludiu Leo Jardim, que não conseguiu evitar o 2-0.

A vantagem de dois golos permitiu ao FC Porto abrandar o ritmo, mas, ainda assim, manter o jogo controlado, tendo Marega e Brahimi, num par de remates que o guardião Leo Jardim segurou, ainda espreitado a oportunidade de ampliarem.

O tempo de descanso serviu para os vila-condenses retomarem o embalo inicial, tendo no reatamento duas boas oportunidades para reduzir: primeiro, num cabeceamento de Bruno Moreira, que, sem oposição, atirou ligeiramente por cima, aos 49, e, depois, num remate de longe de Gelson Dala, aos 52, que Casillas segurou a dois tempos.

O voluntarismo do Rio Ave no reatamento abalou, um pouco, a confiança do FC Porto, que não se mostrou tão contendente nas saídas para o ataque como na primeira parte, dando azo a que os vila-condenses continuassem a ameaçar o golo.

Aos 73, Filipe Augusto, num remate de longe, levou a bola a bater com estrondo na barra da baliza de Casillas, que, aos 80, teve de se aplicar para segurar um remate de Nuno Santos.

O avançado do Rio Ave e o guarda-redes espanhol do FC Porto voltariam, cinco minutos depois, a novo frente a frente, mas, desta feita, com sucesso para o vila-condense, que, servido por Gelson Dala, conseguiu isolar-se e picar à bola sobre o guardião, para reduzir para o 2-1.

A reação do Rio Ave desestabilizou, de sobremaneira, a equipa portista, que não conseguiu meter ‘gelo’ no jogo para segurar o resultado e, aos 90, voltou a sofrer novo golpe, num remate do recém-entrado Ronan, que ainda desviou em Alex Telles, sobrevoando Casilas para fixar o 2-2.

Em desespero, os ‘dragões’ ainda pressionaram no tempo de compensação para inverterem os acontecimentos, mas ,mesmo com a expulsão de Jambor, no lado do Rio Ave, não conseguiram impedir o comprometedor empate.

RESUMO DO JOGO:


FLASH INTERVIEW – DANIEL RAMOS:

“Não fizemos uma má primeira parte. A diferença esteve na eficácia do FC Porto. Ao intervalo, disse que se continuássemos assim, se conseguíssemos marcar um golo, iríamos discutir o resultado. Foi isso que aconteceu. Fomos mais objetivos. Aconteceu tarde, mas felizmente a tempo de fazermos dois golos. Foi um resultado justo. O FC Porto foi ligeiramente melhor na primeira parte e o Rio Ave foi melhor na segunda. A nível estratégico estivemos muito bem. Quando tivemos bola não nos precipitámos, conseguimos ter bola, foi o grande mérito da nossa equipa. Com um futebol ligado, criámos oportunidades de golo. Queremos ganhar o próximo. O Moreirense. Depois Benfica e depois o Setúbal. A equipa está a andar a 100 e por isso tem feito boas exibições. Este jogo sabe a empate. Aceito perfeitamente. Traduz o que aconteceu no jogo. O equilíbrio deve estar em números muito equiparados”.


FLASH INTERVIEW – SÉRGIO CONCEIÇÃO:

“É frustrante, é cruel. Até aos 84 minutos, altura em que oferecemos o golo, controlámos. O segundo golo aconteceu de forma algo caricata.Entrámos bem, com o jogo controlado. Na segunda parte, não fomos tantas vezes à baliza, mas criando situações para matar o jogo e fazer o 3-0. Uma equipa experiente que luta pelo título não pode fazer aquilo nos últimos cinco minutos.Assumimos a responsabilidade do que aconteceu, eu sou o primeiro a assumir.Assobiem a mim. Se não fizerem os bons resultados eu vou embora no final da época. Não há qualquer problema. Agarro nas minhas malas e vou embora. Assobiem a mim.Oferecemos o golo. Isto não existe. A ganhar 2-0, é inexplicável. Podíamos ter feito o 3-0 e não fizemos. Pusemo-nos a jeito.”

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