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PORTO: SÃO JOÃO VAI CONTAR COM TRÊS PALCOS E FOGO LANÇADO DO DOURO

As festividades do São João voltam a animar, de 23 para 24 de junho, as ruas do Porto, com música em três palcos da cidade, fogo-de-artifício na Ribeira, mas sem carrosséis na Boavista, foi hoje revelado.

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As festividades do São João voltam a animar, de 23 para 24 de junho, as ruas do Porto, com música em três palcos da cidade, fogo-de-artifício na Ribeira, mas sem carrosséis na Boavista, foi hoje revelado.

Naquela que é considerada a noite mais longa do Porto, vão ser novamente instalados três palcos na cidadeh Largo do Amor de Perdição (Cordoaria), Jardins do Palácio de Cristal e Casa da Música.

Pelas 22h00, o Largo do Amor de Perdição acolhe os concertos de Fernando Correia Marques e, após a meia-noite, Augusto Canário & Amigos apresentam “os temas mais recentes para todos dançarem”, indica o programa de festividades.

Também pelas 22h00, Ana Moura sobe ao palco dos Jardins do Palácio de Cristal. Os “sons quentes” da Orquestra Bamba Social Roda de Samba irão, logo depois, animar os jardins.

Já na Casa da Música, a noite arranca com um concerto-tributo a José Pinhal, pelo grupo José Pinhal Post-Mortem Experience. A Casa da Música irá receber também os DJ Hipster Pimba e Pop’lar.

O “momento alto da noite”, o fogo de artificio, vai, sob o rio Douro, colorir os céus do Porto e de Vila Nova de Gaia durante 16 minutos, fruto de um investimento de 72.900 euros partilhado pelos dois municípios.

O habitual concerto da Banda Sinfónica Portuguesa na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal irá decorrer no dia 24 de junho, pelas 18h00, sendo a entrada livre.

Ao longo das semanas que antecedem a noite de São João, estão previstos vários espetáculos em jardins e praças das freguesias da cidade, como na Alameda das Fontainhas (Bonfim), o parque de estacionamento da Casa de Salgueiros (Paranhos), o Jardim Sarah Afonso (Ramalde), a Praça da Corujeira (Campanhã), a Esplanada do Castelo (Foz) e no Largo da Praia (Miragaia).

As zonas de diversão, com carrosséis, farturas e sardinhas, vão estar concentradas de 07 a 30 de junho em três locaish na Alameda das Fontainhas, no Jardim António Calém e na Avenida D. Carlos I.

“Ao contrário dos anos anteriores e devido a constrangimentos logísticos que se prendem com as atuais obras da Metro do Porto, a Rotunda da Boavista não terá a habitual zona de divertimentos”, lê-se.

Segundo o programa, “uma das novidades da edição” é a realização das Rusgas na noite do dia 22 de junho, a partir das 21h00, na zona histórica da cidade.

“Todas as freguesias são assim convocadas para mostrar as suas músicas, costumes e tradições”, refere o programa, acrescentando que o evento, que conta com um concerto da fadista Lenita Gentil, culmina na Praça do General Humberto Delgado com a atuação ao júri.

Antes das Rusgas, a 15 de junho, os ranchos voltam a sair à rua para a tradicional Arruada de Ranchos, a partir das 15h00.

O programa adianta ainda que de 12 a 30 de junho, o piso superior do Mercado do Bolhão volta a acolher a Cascata Comunitária de São João, e de 19 a 22 de junho, a Praça do General Humberto Delgado volta a acolher a instalação “Flores de Manjerico”, desenvolvido pelos FAHR 021.3.

Este ano, o orçamento global das festividades foi de 680 mil euros.

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PEDRÓGÃO GRANDE: SETE ANOS DEPOIS DO TRÁGICO INCÊNDIO MUITO FALTA FAZER

Sete anos passam hoje sobre o dia em que eclodiu, em Pedrogão Grande, o incêndio florestal que se viria a tornar o mais mortífero de sempre em Portugal, mas, no terreno, muito falta fazer desde aqueles dias fatídicos.

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Sete anos passam hoje sobre o dia em que eclodiu, em Pedrogão Grande, o incêndio florestal que se viria a tornar o mais mortífero de sempre em Portugal, mas, no terreno, muito falta fazer desde aqueles dias fatídicos.

O incêndio que começou em Pedrógão às 14:43, na localidade de Escalos Fundeiros, do dia 17 de junho de 2017, estendeu-se com grande violência aos concelhos de Castanheira de Pêra e de Figueiró dos Vinhos, no interior do distrito de Leiria. Ao final da noite de dia 17, o país recebia a notícia da morte de 19 pessoas, número que foi sendo atualizado durante as horas e dias seguintes, culminando em 66 vítimas mortais, 253 feridos, sete dos quais graves, e na destruição de meio milhar de casas e 50 empresas.

Sete anos volvidos, as recentes intervenções públicas de responsáveis políticos locais e nacionais por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, ou o testemunho de residentes nos três concelhos mais afetados pelos incêndios, coincidem na análise de que muito ainda falta fazer naqueles territórios do Centro do país.

Despovoamento, envelhecimento da população, falta de empregos qualificados ou de ordenamento e gestão da floresta, falhas nas comunicações, vias de comunicação perigosas ou serviços públicos deficientes, são, afinal, problemas coincidentes com dezenas de concelhos do interior português. A necessidade de coesão do território nacional é incessantemente repetida, mas, naqueles territórios, esse desígnio tarda em cumprir-se.

Com a agravante de que, na zona de Pedrógão Grande, houve um incêndio mortífero como não havia memória até então, e, nas suas consequências, há quem, nos dias de hoje, ainda espere por uma casa nova — pelo menos quatro de primeira habitação estão por reconstruir — ou quem continue a procurar ajuda médica na área da saúde mental, porque há traumas psicológicos que não passam e o som de uma sirene dos bombeiros ouvida pelas serranias fora leva a população a inquietar-se, outra vez.

A tragédia de Pedrógão Grande levou à criação de uma Associação de Vítimas, cuja presidente defendeu recentemente a criação de um centro interpretativo dos incêndios de 2017, sustentado nos relatórios científicos dos especialistas que os investigaram, “para as pessoas poderem compreender aquilo que aconteceu”.

Também no âmbito criminal houve uma investigação, que visou apurar eventuais responsabilidades, e resultou num julgamento com 11 arguidos, entre os quais o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, então responsável pelas operações de socorro, ou os presidentes de Câmara de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Foram todos absolvidos pelo Tribunal de Leiria, em setembro de 2022, que considerou que os mortos e feridos provocados pelos incêndios não foram resultado da ação ou omissão dos arguidos.

Antes, em janeiro de 2022, o mesmo Tribunal de Leiria, condenou 14 arguidos de um total de 28 – incluindo o antigo presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e o então vereador Bruno Gomes – que estavam acusados num processo relacionado com a reconstrução de casas na sequência dos incêndios.

Valdemar Alves foi condenado na pena única de sete anos de prisão, tendo sido provada a prática de 13 crimes de prevaricação de titular de cargo político e 13 crimes de burla qualificada, três na forma tentada. Recorreu para o Tribunal da Relação de Coimbra, que julgou parcialmente procedente o recurso, e viria a reduzir a pena para cinco anos de prisão, suspensa por iguais cinco anos, condenando o ex-autarca por um crime de prevaricação e outro de burla qualificada, ambos na forma continuada.

Um Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017 foi inaugurado a 15 de junho de 2023 junto à Estrada Nacional (EN) 236-1, na zona de Pobrais, na via que liga Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, onde a maioria das vítimas mortais da tragédia de Pedrógão Grande foi encontrada.

O monumento contém o nome das 115 vítimas mortais dos fogos naquele ano, as 66 registadas em Pedrógão Grande e as 49 dos fogos de outubro do mesmo ano na região Centro, que provocaram ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

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PORTO, VIANA DO CASTELO E BRAGA COM AVISO AMARELO DEVIDO À CHUVA – HOJE

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga sob aviso amarelo na segunda-feira devido à chuva, que poderá ser forte.

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga sob aviso amarelo na segunda-feira devido à chuva, que poderá ser forte.

Segundo o IPMA, os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão com aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, entre as 12:00 e as 21:00 de segunda-feira.

O IPMA prevê, para estes três distritos, precipitação persistente, que por vezes será forte.

O aviso amarelo é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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