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PORTUGAL CONTINENTAL EM CONTINGÊNCIA COM TEMPERATURAS A SUBIR

Portugal continental está esta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, em situação de contingência, devido às previsões de tempo quente e agravamento do risco de incêndio.

Depois de as temperaturas terem baixado, na segunda-feira, permitindo controlar alguns dos incêndios que deflagraram no final da semana, como os de Carrazeda de Ansião, Ourém e Pombal, para hoje a previsão é de subida nos termómetros, que podem atingir mais de 45º Celsius nas regiões de Vale do Tejo e Alentejo.

Desde sexta-feira registaram-se mais de 300 incêndios em Portugal.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no seu “site”, as temperaturas em Portugal estarão, durante o dia de hoje, todas acima dos 28.º (Lagos), 32º (Faro) e pode atingir os 43º em Braga, Santarém e Évora, 42º em Leiria, 41º em Coimbra e Castelo Branco e 40º em Vila Real, Portalegre, Lisboa, Setúbal e Beja.

Na segunda-feira, foram registados, até às 18h30, 79 incêndios florestais, menos 22 do que em igual período de domingo, informou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Às 23:55, no “site” da Proteção Civil havia registo de três incêndios em resolução e de 30 em fase de conclusão.

Hoje, o primeiro-ministro, António Costa, reúne-se com Centro de Coordenação Operacional Nacional na sede da proteção civil, em Carnaxide, depois de ter-se deslocado ao terreno, na segunda-feira, para visitar centros de operações de prevenção e combate a incêndios na zona centro, em Coimbra, Lousã e Viseu.

Portugal está desde segunda-feira em situação de contingência, que deverá terminar às 23h59 de sexta-feira, mas poderá ser prolongada caso seja necessário.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os incêndios que lavram em Portugal continental desde quinta-feira obrigaram a retirar habitantes de pelo menos nove aldeias e já terão consumido cerca de 2.500 hectares.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) dão conta que este ano deflagraram 5.481 incêndios rurais que provocaram 13.137 hectares de área ardida, 68% dos quais em matos e 26% em povoamentos florestais.

A situação de contingência, segundo o Governo, implica “o imediato acionamento de todos os planos de emergência e proteção civil nos diferentes níveis territoriais”, a passagem ao estado de alerta especial de nível vermelho do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), para todos os distritos, com mobilização de todos os meios disponíveis, e “o reforço do dispositivo dos corpos de bombeiros com a contratualização de até 100 novas equipas, mediante a disponibilidade dos corpos de bombeiros”.

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