Portugal inicia esta segunda-feira a fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. Até 30 de junho, o país conta com um reforço operacional de 13.335 profissionais e 78 meios aéreos para enfrentar o período de maior risco de fogos florestais em território continental.
A fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 arranca hoje, mobilizando um contingente reforçado para responder ao aumento do risco de incêndios. Segundo dados do Ministério da Administração Interna, o dispositivo conta com 13.335 operacionais, 2.969 veículos e 78 meios aéreos, o que representa uma subida significativa face aos 11.955 elementos e 37 aeronaves da fase anterior. Este incremento visa garantir uma resposta robusta num período crítico de transição para o verão.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou a importância da cooperação entre o Estado, as autarquias e os cidadãos. Durante uma visita ao Comando Integrado de Prevenção e Operações, em Leiria, o chefe do Executivo apelou à responsabilidade coletiva, destacando que o sucesso do combate depende diretamente do esforço de prevenção. Montenegro admitiu a existência de material combustível acumulado e vias florestais obstruídas, salientando que o Governo disponibilizou 40 milhões de euros via Fundo Ambiental para intervenções preventivas.
O plano para 2026 foca-se na eficácia do ataque inicial, tentando evitar que as ignições se transformem em fogos de grandes dimensões, como ocorreu em 2025. O novo modelo de coordenação operacional integra diversas áreas governativas, procurando uma resposta mais célere e integrada no terreno. As autoridades reforçam o apelo à limpeza de terrenos e à gestão de combustíveis por parte dos proprietários.

