Um estudo da ConsumerChoice revela que 73% dos portugueses já desistiram de destinos de férias devido ao aumento dos preços. Apesar da pressão financeira, 60% dos inquiridos tenciona manter o orçamento do ano anterior, optando por locais mais baratos para garantir o período de descanso.
O custo final da viagem consolidou-se como o principal fator de decisão no planeamento das férias das famílias portuguesas. Segundo os dados apurados, cerca de 64% dos consumidores admitem selecionar destinos mais económicos este ano, uma tendência que reflete a necessidade de ajustar as expetativas ao orçamento disponível sem prescindir do período de lazer.
Embora fatores como a localização e a qualidade da experiência continuem a ser valorizados, o preço sobrepõe-se agora a outras variáveis, levando a uma análise mais rigorosa dos gastos previstos.
No panorama nacional, o Alentejo afirma-se como a região preferida para 21% dos inquiridos, sendo associado a conceitos de tranquilidade e natureza. Em contraste, o Algarve enfrenta críticas de 36% dos participantes, que consideram a oferta demasiado dispendiosa face aos serviços prestados. Esta perceção de valor influencia também as fontes de stress identificadas, onde os gastos elevados e a excessiva concentração de turistas surgem como as maiores preocupações durante a estadia na época de verão.
Apesar da contenção, os portugueses mostram-se relutantes em reduzir despesas em áreas específicas como a alimentação e o conforto do alojamento. Cerca de 30% dos inquiridos prioriza o investimento em restaurantes, enquanto 23% não abdica da qualidade da unidade hoteleira. Adicionalmente, o estudo destaca a relevância crescente da sustentabilidade, com 58% dos consumidores a considerar as práticas de turismo responsável um elemento importante no momento da escolha final.

