RÁDIO REGIONAL
MAGAZINE

PORTUGUESES QUEREM MAIOR EFICÁCIA NO COMBATE AOS CRIMES CONTRA O AMBIENTE

No Dia Internacional da Biodiversidade, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) revela que os portugueses consideram muito importantes os crimes contra o ambiente, e que querem maior eficácia no combate a estes delitos, o que poderá passar por sentenças mais pesadas. O estudo foi realizado no âmbito do projeto LIFE Nature Guardians, que visa melhorar a eficácia do combate aos crimes contra a Natureza.

Num inquérito realizado a 700 portugueses, 80% dos inquiridos considera que o governo não dá importância suficiente às questões ambientais e quase 90% considera que os crimes contra o ambiente são tão ou mais importantes que outros tipos de delitos.

No mesmo inquérito, os participantes avaliaram como insuficiente a eficácia das entidades que combatem os crimes contra o ambiente, bem como da própria legislação.

“Para corresponder a esta preocupação dos portugueses, e reduzir significativamente os crimes contra o ambiente, precisamos de sentenças mais fortes, que tenham realmente um efeito dissuasor, para que os perpetradores não fiquem impunes, e estes crimes deixem de ser vistos como “lucrativos”” diz Joaquim Teodósio, coordenador do Departamento de Conservação Terrestre da SPEA.

Entre 1998 e 2017, foram registados em Portugal 1066 crimes contra a natureza. Numa avaliação realizada também no âmbito do projeto LIFE Nature Guardians, investigadores da Universidade do Porto constataram que, de 52 casos analisados, apesar de 80% ter resultado em condenação, a maioria das multas aplicadas não ultrapassou os 900 euros. Por contraste, em Espanha, a resolução destes casos assenta em grande parte na responsabilidade civil, e no princípio do pagamento do dano causado, que tem resultado em coimas avultadas, como no caso em que os responsáveis pela morte de 6 águias-imperiais foram condenados a pagar 360 000 €.

Esta avaliação de sentenças revelou ainda que quando existem mais provas no processo, é mais provável o infrator ser condenado, e receber uma pena mais pesada. “O peso das provas na sentença reforça a necessidade de mais meios no terreno e de maior formação e especialização das entidades envolvidas. Só desta forma podemos reduzir estes crimes contra a Natureza, que são também contra nós próprios e o nosso bem comum”, conclui Joaquim Teodósio.

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

LIPOR REGISTA LUCRO DE 8,5 MILHÕES DE EUROS EM 2025

Rádio Regional

GOVERNO: PROGRAMA “FLORESTA ATIVA” COM DOTAÇÃO DE QUATRO MILHÕES

Rádio Regional

UNICEF: CRIANÇAS EXPOSTAS A RISCOS CLIMÁTICOS EXTREMOS – RELATÓRIO

Rádio Regional

ALIJÓ RECEBE PASSAGEM DA 28.ª EDIÇÃO DO PORTUGAL DE LÉS-A-LÉS EM JUNHO

Rádio Regional

SUBIDA DO NÍVEL DO MAR AUMENTA FREQUÊNCIA DE CHEIAS EXTREMAS EM PORTUGAL

Rádio Regional

ZERO ALERTA PARA PEGADA AMBIENTAL DO MUNDIAL DE FUTEBOL NA AMÉRICA DO NORTE

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.