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QUARTEIRA JUNTA MÚSICOS E HERÓIS LOCAIS EM FESTIVAL PARA PROMOVER IDENTIDADE DA CIDADE

Mayra Andrade, Mishlawi, Jimmy P, Branko e Mundo Segundo & Sam The Kid juntam-se a músicos algarvios, em 16 e 17 de agosto, para um festival em Quarteira, que visa promover a identidade da cidade, disse à Lusa Dino D’Santiago.

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Mayra Andrade, Mishlawi, Jimmy P, Branko e Mundo Segundo & Sam The Kid juntam-se a músicos algarvios, em 16 e 17 de agosto, para um festival em Quarteira, que visa promover a identidade da cidade, disse à Lusa Dino D’Santiago.

O artista quarteirense é um dos mentores do movimento que reúne em Quarteira, no concelho de Loulé, mais de 20 músicos, para dois dias de festival, que tem por objetivo “revelar a real identidade da cidade”.

Em simultâneo será inaugurada uma exposição fotográfica com os “heróis da terra”, e será feita a antestreia de um documentário sobre “os bons exemplos de sucesso das gentes” locais.

O festival irá ocupar durante dois dias o Passeio das Dunas e é apenas o “culminar do trabalho feito durante um ano”, disse Dino D’Santiago à Lusa.

O músico formou, com mais três quarteirenses – Inês Oliveira, Miguel Jacinto e Naomi Guerreiro – o movimento Sou Quarteira, que tem por objetivo “servir de base a projetos da juventude de Quarteira” e ser “ponto de ligação com as instituições de governação”.

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A ideia é mostrar exemplos de sucesso numa cidade onde dizem “que não podemos ser nada”, afirmou Dino D’Santiago

O movimento procura afirmar a identidade de Quarteira na sua globalidade: geográfica, cultural, social e económica, procurando mostrar a diversidade de experiências culturais e sociais que valorizem a cidade, para além da indústria do turismo balnear e da hotelaria.

Para mostrar que há fontes inspiradoras, o movimento inaugura, no dia 11 de agosto, às 19:30, a exposição “Os Heróis de Quarteira”, do fotógrafo local Mike Ghost, num convite para um passeio pela vivência e pelas ruas da zona mais histórica da cidade.

“É uma provocação social”, afirma por sua vez Miguel Jacinto à Lusa, já que foi o povo que elegeu os seus 15 heróis, “reflexo da sua relação emocional com eles”.

Professores, porteiros de escola e vendedores de rua juntam-se a treinadores, pescadores ou políticos, numa escolha final que criou “uma certa controvérsia” junto de algumas entidades locais.

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“Quando as eleições são feitas de baixo para cima, há uma tensão que se gera na cidade, que é interessante. Faz as pessoas pensarem de outra forma!”, disse Miguel Jacinto.

Dia 14 de Agosto, às 22:00, será exibido o documentário “Sou 365 dias”, realizado por Miguel Jacinto e Selma Lopes, no qual se registam as mudanças sociais da cidade e as experiências de quarteirenses “de sucesso”.

Como foi crescer em Quarteira, que influências tiveram da cidade e como agora “pretendem retribuir”, revela o realizador.

Este filme, que está a ser negociado para exibição “numa televisão nacional”, vai ser apresentado em antestreia absoluta, numa sessão ao ar livre, na Praça do Mar.

O festival Sou Quarteira, encerra a semana com música, nos dias 16 e 17 de Agosto, com as portas do recinto a abrirem sempre às 18:00.

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No primeiro dia, sexta-feira, 16 de agosto, sobem ao palco Allen Halloween, Branko, M.D.A & Maskarilha, Mayra Andrade, Mina & Bryte, Mishlawi, Plutónio, Dj Big e Dj Kwan.

No dia seguinte (sábado, 17), o palco do Sou Quarteira recebe Eva Rap Diva, Jimmy P, Kojey Radical, Mundo Segundo & Sam The Kid, PEDRO, Perigo Público & Sickonce, Sacik Brow & Fragas, Dj Adamm e Progressivu.

Os bilhetes têm um custo diário de 10 euros e de 15 euros para os dois dias, mas os residentes em Quarteira têm direito a um desconto: oito euros um dia e 12 euros os dois dias.

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TRÁS-OS-MONTES: GOVERNO “EMPENHADO” EM MANTER LINHA AÉREA REGULAR

O Governo está empenhado em manter a ligação aérea Bragança–Faro, vai avançar com o concurso público internacional para a concessão e está a trabalhar para acautelar que a rota não seja interrompida, foi hoje anunciado.

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O Governo está empenhado em manter a ligação aérea Bragança–Faro, vai avançar com o concurso público internacional para a concessão e está a trabalhar para acautelar que a rota não seja interrompida, foi hoje anunciado.

O Conselho de Ministros aprovou, na quinta-feira, a realização de despesa referente à adjudicação da prestação de serviços aéreos regulares, em regime de concessão, na rota que liga Bragança, Vila Real, Viseu, Tires (Cascais) e Portimão, pelo período de quatro anos. A atual concessão termina a 28 de fevereiro.

Questionada sobre a carreira aérea, a secretaria de Estado das Infraestruturas disse hoje à agência Lusa que o estabelecimento desta ligação “consubstancia um fator de desenvolvimento económico e social, promovendo a coesão territorial, contribuindo para a aproximação das populações aos principais centros de negócio, de ensino e de lazer”.

“O Governo está, por isso, empenhado em manter esta ligação, tendo incumbido a Autoridade Nacional da Aviação Civil de apresentar uma proposta para o lançamento do novo procedimento em junho de 2023, e tendo ouvido os municípios envolvidos na rota atual e a atual concessionária”, referiu.

A secretaria de Estado disse ainda que se encontram “em fase de conclusão os procedimentos necessários para dar início ao procedimento concursal, na modalidade de concurso público internacional, com publicação no Jornal Oficial da União Europeia, para a atribuição, em regime de concessão, da exploração da rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão, por forma a assegurar a exequibilidade e eficácia das obrigações de serviço público fixadas”.

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A este concurso, acrescentou, pode candidatar-se “qualquer transportadora aérea da União Europeia”.

“O Governo está a trabalhar no sentido de acautelar que a rota em apreço não seja interrompida”, garantiu ainda.

Em dezembro, o diretor de voos da Sevenair, empresa concessionária, disse que a carreira aérea pode estar em risco, lembrando que a concessão termina no final de fevereiro.

Na altura, o responsável referiu que se os valores apresentados pelo Governo como indemnização compensatória pela prestação do serviço se mantiverem nos moldes atuais, que têm sido de 2,4 milhões de euros por ano, e mesmo que seja proposto um ajuste direto até à conclusão de um futuro concurso, a empresa não tem “nem interesse, nem condições” para continuar a operação.

No último concurso, lançado em 2018 e concluído em 2019, houve uma prorrogação do serviço que foi aceite pela empresa.

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Segundo dados da Sevenair, em 2023, a carreira aérea, que funciona com um avião com 18 lugares, transportou cerca de 13 mil passageiros.

Em 2018, números pré-pandemia, rondou os 12 mil viajantes. Durante a pandemia e devido à suspensão da pista do aeródromo de Vila Real, a ocupação caiu para 40%.

A ligação foi interrompida em 2012 e retomada em 2015 com o alargamento dos voos até ao Algarve.

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VILA REAL: AGRICULTORES PROTESTAM CONTRA FALTA DE APOIOS DO GOVERNO

Os agricultores realizam uma marcha lenta com tratores na quarta-feira, em Vila Real, para mostrar que a insatisfação se mantém nos campos e reclamar rendimentos dignos para a agricultura familiar, foi hoje anunciado.

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Os agricultores realizam uma marcha lenta com tratores na quarta-feira, em Vila Real, para mostrar que a insatisfação se mantém nos campos e reclamar rendimentos dignos para a agricultura familiar, foi hoje anunciado.

“A insatisfação mantém-se nos campos e as propostas apresentadas pelo Governo estão longe de responder aos problemas dos agricultores. Mais uma vez assistimos ao discurso dos milhões, quando os agricultores só veem tostões”, afirmou, em comunicado, a Confederação Nacional de Agricultura (CNA).

A marcha lenta foi convocada pela CNA e associações filiadas e vai realizar-se na próxima quarta-feira, na cidade de Vila Real, com início marcado para a rotunda do quartel e uma marcha lenta de tratores e outras máquinas agrícolas até à praça do município.

“A única medida que poderá entrar em vigor de imediato é o desconto do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) no gasóleo e tudo o resto não passa de um caderno de encargos para o próximo Governo. Ficam por resolver todos os problemas relacionados com os preços à produção e a redução brutal nos apoios aos agricultores utilizadores de áreas de pastoreio nos baldios”, frisou a organização.

Em Vila Real, os agricultores vão reclamar melhores rendimentos e preços justos à produção e defender a produção nacional, a agricultura familiar e os baldios.

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No final, segundo a CNA, será votado um caderno de reclamações a entregar aos órgãos de soberania e partidos políticos.

A nível local, as organizações dizem que os pequenos e médios vitivinicultores, e em especial na região do Douro, continuam com “preços baixíssimos à produção, devido ao esmagamento da grande agroindústria do setor”.

Por isso exigem “eleições imediatas para a Casa do Douro” e a reposição do papel regulador na comercialização do vinho da região.

Relativamente aos baldios, apontaram para “um ataque feroz à propriedade comunitária, com limitação da prática agrícola, com discriminação do acesso aos apoios para quem produz em zonas de montanha e com tentativas de alienação da propriedade dos compartes”.

“Os prejuízos causados por animais selvagens continuam a devastar as explorações agrícolas e florestais de Norte a Sul do País, com impactos muito negativos na produção e no potencial produtivo, conduzindo ao encerramento forçado da atividade de muitas explorações agrícolas”, salientaram.

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Pelo que reclamam “o pagamento de indemnizações aos agricultores, produtores pecuários e florestais pelos prejuízos causados”.

Com os agricultores na rua em protesto, o Governo avançou com um pacote de ajuda de mais de 400 milhões de euros destinados a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), garantindo que a maior parte das medidas entra em vigor este mês, com exceção das que estão dependentes de ‘luz verde’ de Bruxelas.

A Comissão Europeia vai preparar uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos 27 Estados-membros a 26 de fevereiro.

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