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REDES SOCIAIS USADAS PARA TRÁFICO DE HUMANOS

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O Centro Europeu de Contrabando de Migrantes (EMSC, na sigla em inglês) da Europol identificou no ano passado 1.150 contas suspeitas nas redes sociais – um número significativamente maior do que as 148 contas que monitorizava em 2015.

Esta tendência, que também se reflecte noutras partes do mundo, elevou o papel das redes sociais no comércio de contrabando a prioridade máxima para a polícia europeia em 2017.

“Há uma enorme variedade de serviços que estão a ser anunciados nas redes sociais, desde alojamento, transporte, identidades falsas, vistos, casamentos falsos, entre outros”, disse a especialista da Europol Lara Alegria aos jornalistas, na Sicília, Itália.

Algumas contas ainda oferecem o que outro funcionário da Europol chamou de “pacotes completos de imigração, incluindo a entrada num país, residência e até permissões de trabalho, bem como casamentos e educação para as crianças”.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) também documentou esta tendência e relata que um número crescente de migrantes que chegam a Itália e à Grécia foram “recrutados” nas redes sociais, especialmente através do Facebook.

De certa forma, as redes sociais são uma escolha óbvia para os contrabandistas devido ao seu alcance global e ao nível de anonimato que fornecem. São também, geralmente, de uso gratuito.

Segundo o Director do departamento regional da OIM para a União Europeia (UE), Noruega e Suíça, Eugenio Ambrosi, em declarações à agência de notícias espanhola EFE, as contas de redes sociais são criadas, mas desaparecem novamente dentro de dias, depois de terem cumprido o seu objectivo.

O EMSC afirma que o Facebook parece ser a plataforma de eleição para contrabandistas, apesar de começar a surgir uma preferência por outros provedores, como o Telegram.

Os contrabandistas estão também a esconder as suas actividades usando plataformas que incluem redes de alojamento ‘peer-to-peer’ (arquitectura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente como servidor, permitindo a partilha de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central) e serviços de partilha de viagens.

A maioria dos traficantes que anunciam ‘online’ estão sediados na Turquia. Contudo, a Europol também encontrou evidências de tal actividade através de contas baseadas na Europa, oferecendo “documentação falsa europeia de alta qualidade” e contrabando por terra para a União Europeia, às vezes como um “ponto de passagem” para a América do Norte.

Os principais serviços oferecidos na internet são os transportes, que podem incluir viagens em navios de cruzeiro, aviões e até mesmo navios de carga, bem como identidades falsas e documentos de viagem.

“A variedade de serviços expandiu-se amplamente e, hoje em dia, inclui ofertas que sugerem que grupos criminosos estão também a tentar corromper embaixadas e funcionários consulares das embaixadas europeias”, tipicamente localizadas fora da UE, diz o EMSC.

Um funcionário da Europol disse à EFE que alguns Estados-membros da UE lançaram investigações para apurar se existem funcionários consulares a trabalhar no exterior a receber dinheiro de contrabandistas, em troca da emissão de vistos de entrada.

O Serviço Europeu de Polícia recusou-se a comentar as alegações do funcionário, citando “investigações em andamento”.

Eugenio Ambrosi, da OIM, diz que as autoridades policias enfrentam um grande desafio no combate aos contrabandistas que utilizam as redes sociais para os seus negócios. Como as redes, e os próprios contrabandistas, abrangem diferentes regiões e, às vezes, continentes, é necessária uma acção simultânea, diz Ambrosi.

A polícia teve já alguns casos de sucesso à conta da cooperação transfronteiriça. Em Julho do ano passado, o EMSC promoveu 16 ‘briefings’ para os Estados-membros com base na monitorização de contas suspeitas nas redes sociais.

Numa história de sucesso decorrente desses ‘briefings’, uma rede de contrabandistas de seres humanos turca foi desmantelada e 12 migrantes foram presos, a bordo de um navio de carga a caminho da Eslovénia.

O Facebook disse à EFE que qualquer conteúdo relacionado com tráfico de seres humanos é contrário aos padrões da comunidade e é removido quando é relatado.

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